
Técnicos da concessionária serão ouvidos, além de representantes da empresa
Reprodução
A perícia feita na rede subterrânea da Light no Leme constatou o furto de cabos de energia, mas a Polícia Civil não descarta que a falta de manutenção possa ter contribuído para o apagão. A informação é de fontes ligadas à investigação.
Os investigadores avaliam que a ausência de medidas preventivas para evitar falhas no fornecimento e problemas na conservação dos equipamentos podem ter influenciado na ocorrência. O resultado da perícia deve ficar pronto em até 30 dias.
Técnicos da concessionária serão ouvidos, além de representantes da empresa. A Polícia também quer esclarecimentos sobre a quantidade de cabos furtados. A Light divulgou à imprensa que foram três quilômetros e meio do equipamento levados por criminosos, mas no registro de ocorrência constam 400 metros.
Uma possibilidade é a de que mais de um furto tenha acontecido ao longo do tempo, e que o último deles (400m) tenha sido decisivo para a queda de energia.
Em nota, a Light disse que desconhece a informação e que um registro de ocorrência parcial foi feito no domingo (4). A empresa afirmou que, após restabelecer toda a energia da região, prioriza agora a renovação da malha elétrica subterrânea e reforçou que o total afetado foi de 3,5 quilômetros de cabos de cobre.
Nessa quarta-feira (7), a Light iniciou a renovação completa da malha elétrica subterrânea da região. A medida custará R$ 12 milhões e deve levar 30 dias para ser concluída.
Até sábado (10), segundo a empresa, 20% dos 60 geradores instalados no Leme serão retirados e a desmobilização dos demais será gradativa, conforme o avanço do trabalho de renovação da rede.
Ao invés de cobre, o novo cabeamento instalado será de alumínio, com baixo valor no mercado ilegal.
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