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Argentina acusada de injúria racial deixa o Brasil após decisão

Justiça autorizou retorno mediante pagamento de multa e fim das cautelares

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

02/04/2026 • 12:26 • Atualizado em 02/04/2026 • 12:26

Imagens de Agostina Paez em retorno para a Argentina

Imagens de Agostina Paez em retorno para a Argentina

Divulgação Redes Sociais

A advogada argentina Agostina Paez, acusada de injúria racial no Rio de Janeiro, voltou ao país de origem dois meses após o crime. Ela desembarcou na Argentina nesta quarta-feira (1º), após decisão da Justiça que autorizou o retorno mediante o pagamento de multa no valor de 60 salários mínimos. A medida foi publicada no início desta semana.

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Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal, Agostina esteve na Central de Monitoração Eletrônica na terça-feira (31) para a retirada da tornozeleira eletrônica. Com isso, foram encerradas as medidas cautelares impostas anteriormente.

A decisão judicial também determinou que a argentina mantenha o endereço residencial e os contatos permanentemente atualizados nos autos do processo principal.

Ao chegar ao país, Agostina Paez falou com a imprensa local sobre a sensação de estar de volta.

O caso aconteceu em janeiro deste ano. De acordo com testemunhas, após discordar do valor da conta em um bar na Zona Sul do Rio, Agostina teria ido até o caixa do estabelecimento e chamado um funcionário de “mono”, palavra que significa “macaco” em espanhol.

Imagens também registraram a turista fazendo gestos para imitar o animal. Ao todo, três pessoas foram vítimas de injúria.

Na semana passada, a Justiça encerrou a fase de instrução do processo, com o depoimento de sete testemunhas e o interrogatório da ré.

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