
Os agentes, que estavam de folga, caminharam da Candelária, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Ri
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A Associação de Defesa e Amparo dos Guardas Municipais entra com uma ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a retirada da tramitação na Câmara do Rio do projeto que cria a Força de Segurança Municipal. Cerca de mil guardas municipais participaram de uma manifestação nesta quarta-feira (27). Os agentes, que estavam de folga, caminharam da Candelária, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, até o prédio da sede da Prefeitura, na Cidade Nova. Segundo o texto do projeto de lei, a medida se trata de uma força armada para realizar um policiamento nas ruas da cidade, com foco na prevenção de pequenos delitos em áreas de grande circulação. O presidente da Associação de Defesa e Amparo dos Guardas Municipais, Jones Moura, critica o que chama de terceirização do trabalho dos guardas, sucateando a corporação.
Aqui tem uma terceirização da segurança pública, uma proposta de trazer gente de fora para fazer um contrato temporário, uma coisa que não pode, para fazer segurança pública tem que ser carreira típica de Estado. Além de traídos, os guardas municipais estão se sentindo como uma espécie de tapa na cara, de covardia, numa espécie de máquina que está moendo, sucateando a guarda municipal, dizendo assim: 'o trabalho que vocês têm que realizar, até para serem valorizados pela sociedade, eu não vou dar para vocês não.' E isso vai colocando o guarda de escanteio, a ponto de gerar uma extinção institucional.
O projeto de lei prevê o salário de R$ 13.303 ao Agente Municipal de Segurança Pública e de R$ 19.435 aos responsáveis pela coordenação estratégica e gestão operacional das atividades de segurança. Jones Moura também reclama da disparidade salarial se comparado ao que recebem os guardas municipais.
Como é que você diz para os guardas municipais, o guarda que ganha R$ 2 mil por mês, porque ele tem um acréscimo de um adicional de risco de vida, não chega nem a R$ 3 mil por mês, como é que você chega para esses guardas e fala assim, 'além de eu trazer esses caras para fazer o teu trabalho, esses caras que vão entrar no município do Rio armados, eles vão ganhar R$ 13 mil por mês, enquanto o guarda ganha três mil'? Que discrepância de covardia é essa que está sendo feita com uma categoria de 7.300 servidores públicos do povo carioca.
Os manifestantes também reivindicaram promessas feitas pelo prefeito Eduardo Paes aos guardas municipais ainda durante a campanha para as eleições 2020, que não foram cumpridas. Entre elas estão a valorização da carreira, aumento do efetivo, convocação dos aprovados para a guarda em 2012 e manter a escala de serviço praticada na época. Uma nova manifestação está marcada para a tarde desta quinta-feira (27). A reportagem aguarda uma resposta da Prefeitura do Rio sobre as reivindicações.
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