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Associações alertam para "golpe do hospital", cada vez mais comum em unidades de saúde

De acordo com as entidades, criminosos fingem ser funcionários de unidades e laboratórios para aplicar fraudes

ERICKA LEVIGARD

23/09/2025 • 15:49 • Atualizado em 23/09/2025 • 15:49

Hospital

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Freepik

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica e a Associação Nacional de Hospitais Privados alertam para o "golpe do hospital", que tem se tornado cada vez mais comum. De acordo com as entidades, criminosos fingem ser funcionários de unidades e laboratórios para aplicar fraudes.

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Uma das vítimas do golpe foi a delegada Flávia Monteiro, que detalhou o caso, nas redes sociais. Ela precisou levar a mãe idosa às pressas para um pronto-socorro, para receber atendimento médico. Depois de ficar um dia internada, a mãe obteve alta. Já em casa, Flávia Monteiro recebeu uma mensagem suspeita.

No dia seguinte, como eu fui a responsável por ela, me passaram uma mensagem por WhatsApp me solicitando o pagamento de um valor por custos que ela teria tido naquele dia e também dados pessoais meus. Eu desconfiada não paguei e era golpe. Inclusive no hospital tinha uma mensagem dizendo que eles não entram em contato telefônico solicitando dados.

O advogado criminalista Leonardo Mendonça explica que o crime, geralmente, é aplicado contra idosos e pessoas que tenham algum tipo de necessidades especiais que a impeçam de conhecer serviços de tecnologia.

Leonardo Mendonça ressalta que, ao receber uma ligação suspeita, é preciso reunir o máximo de informações, para levar à delegacia mais próxima. Além disso, é fundamental não fornecer nenhum tipo de dado sensível.

Ao receber uma ligação, a primeira recomendação é não passar nenhum tipo de dados sensível, nenhum tipo de informação bancária, informação pessoal e endereço, principalmente, para evitar qualquer tipo de problema futuro. Depois, se tiver algum tipo de dúvida, ligar para hospitais, ligar para os hospitais de onde vieram o serviço e principalmente o plano de saúde. Porque se você tiver plano de saúde, obviamente o plano vai mostrar qual tipo de tratamento está sendo cobrado, se é cobrado de uma forma com médicos referenciados ou não referenciados para saber se você tem alguma dívida em relação ao plano, ao plano de saúde e ao tipo de hospital.

Dados do Instituto de Segurança Pública indicam que, em 2024, foram contabilizados 143.656 casos de estelionato no estado do Rio. De janeiro a agosto de 2025, foram 101.264, número maior que o acumulado em todo o ano anterior, quando houve 98.962 registros de fraude.

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica e a Associação Nacional de Hospitais Privados também recomendam que, ao atender o telefone, o ouvinte desconfie de contatos não solicitados que peçam pagamentos para a entrega de exames ou outros serviços.

Em nota, as entidades afirmam que colaboram com as autoridades competentes para investigar e coibir essas atividades ilícitas.

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