
O trauma psicológico também fez aumentar o número de pedidos de afastamento
Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro
O atendimento psicológico para motoristas de ônibus e familiares cresce 140% diante da violência no Rio. A informação é do Sindicato dos Rodoviários do Rio. O número de consultas cresceu de 25 para 60 por semana.
Nesta terça-feira (15), dezenas de ônibus foram utilizados como barricadas na Zona Norte do Rio como retaliação às ações policiais na região.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, os profissionais reclamam da insegurança que atinge a categoria diariamente.
O motorista de ônibus Robson da Silva recebe apoio do Sindicato após ter sido agredido por traficantes enquanto dirigia um veículo da linha 821, que liga Campo Grande a Corcundinhas, na Zona Oeste. Ele foi espancado no ano passado e luta para se recuperar.
De lá pra cá, eu venho passando por momentos de dificuldade psicológico. Tenho vivido na dependência do sindicato aí pedindo ajuda ao sindicato, porque eu não consegui mais renovar a habilitação, perdi os dentes da boca, fiquei com sequelas nos olhos que eu sofri diversas pancadas na cabeça do lado direito.
O trauma psicológico também fez aumentar o número de pedidos de afastamento dos trabalhadores através do sindicato. Até agora, mais de 310 pedidos foram feitos a direção da entidade.
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