
Rodrigo Bacellar, atual presidente da Alerj
Divulgação/Alerj
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Rodrigo Bacellar, faz duras críticas às autoridades e às forças de segurança pública ao falar sobre os casos de violência registrados na Zona Sul da capital fluminense no último fim de semana.
Na abertura da sessão desta terça-feira (23), o parlamentar fez referências ao comando da Polícia Militar, ao Governo do Estado e à Prefeitura do Rio, ao criticar a atuação das forças de segurança no combate aos episódios de arrastão e vandalismo registrados.
Segundo o sindicato que representa as empresas de ônibus na capital fluminense, sessenta coletivos foram danificados por atos de vandalismo no último fim de semana de inverno na cidade, quando as temperaturas estiveram próximas dos 40 graus. O prejuízo contabilizado foi de cerca de R$ 250 mil.
Em Copacabana, por exemplo, imagens de câmeras de segurança de um restaurante na Avenida Nossa Senhora de Copacabana registraram o momento em que um grupo de menores de idade tentou roubar clientes e funcionários na noite de domingo (21). Após serem impedidos por seguranças do estabelecimento, os jovens começam a jogar pedras para dentro do restaurante.
Ao abrir a sessão legislativa desta terça-feira (23), Bacellar citou o assunto e criticou diretamente o comando da Polícia Militar.
Aqui a minha crítica eu faço ao Comandante Geral da Polícia Militar, que parece mais um 'labubu' do governador. Fica para cima e para baixo andando com o governador. Tira essa porcaria dessa farda bonitinha, cheia de estrela, que todo mundo sabe quem é o Comandante da Polícia do Estado, e vai para a rua no fim de semana. Está na hora do Comandante da Polícia ir para a rua no fim de semana, não precisa ser fardado não. Coloca uma camisa da PM, verde limão, branca, bermuda, não estou preocupado com que roupa ele vai. Porque eu tenho certeza que se o Comandante da Polícia estiver ali 'in loco', vai fazer com que todos os demais policiais fiquem incomodados, não mexam no telefone, não fiquem sentados no ar-condicionado.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também foi alvo de críticas por parte de Bacellar.
Eu vejo, o tempo inteiro, a tropa de choque da Prefeitura, e aqui fica minha crítica construtiva ao prefeito, pegando um monte de trabalhador, que junta suas economias para vender sua cervejinha, o seu camarão na areia da praia, quando podia fazer uma parceria com o Governo do Estado, e auxiliar o Segurança Presente e a polícia, para aumentar o efetivo na saída de praia na orla do Rio de Janeiro.
No discurso, Bacellar questionou, ainda, a ausência de um posicionamento por parte do Governo do Estado sobre o tema.
Eu não vejo uma nota do governo, do comandante da polícia... Na segunda, eu não vi. Hoje é terça-feira, são três horas da tarde, eu não vi até agora. E a cena se repete sempre, sempre, sempre, sempre, sempre.
Na semana passada, a Alerj aprovou o Pacote de Enfrentamento ao Crime proposto por Bacellar, que inclui um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública.
Entre elas, a criação de um sistema responsável por monitorar egressos reincidentes em crimes cometidos com violência ou grave ameaça, a restrição da visita íntima para condenados por crimes hediondos ou praticados com violência e a aplicação de internação mínima de dois anos para adolescentes autores de atos infracionais cometidos com violência ou grave ameaça.
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