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Bares e Restaurantes do Rio apresentam queda nas vendas após metanol

Mesmo sem registros no território fluminense, os consumidores ficaram com medo de ingerir bebidas

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

20/10/2025 • 19:23 • Atualizado em 20/10/2025 • 19:23

A informação é do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio.

A informação é do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio.

Reprodução

O consumo de bebidas destiladas nos bares e restaurantes do Rio de Janeiro diminuiu 60% nas últimas semanas, após a confirmação de casos de intoxicação por metanol no país. A informação é do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio.

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Mesmo sem registros no território fluminense, os consumidores ficaram com medo de ingerir bebidas como vodca, gin e cachaça.

É o caso da comerciante Marli Castro. Ela tem uma mercearia no Rio Comprido, na Zona Norte da capital, e conta que percebeu a diminuição do consumo e que ela própria parou de beber drinks.

O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio, Fernando Blower, afirma que os mais afetados são estabelecimentos especializados na venda de drinks. Ele ressalta que o risco para a população é maior em estabelecimentos sem informações de procedência dos produtos.

Nos últimos dias, o movimento voltou a aumentar de forma contida, e a expectativa é que ele continue em crescimento.

Isso porque nenhum caso de intoxicação por metanol foi confirmado no estado do Rio. Dos 17 suspeitos, 15 foram descartados. Dois ainda estão sendo analisados, mas os pacientes apresentam boa evolução.

A orientação das autoridades de saúde é que a população escolha bem os lugares onde consome bebidas alcoólicas, como explica a superintendente de Emergência em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Silvia Carvalho.

Para evitar qualquer problema de saúde por bebidas falsificadas, o governo lançou uma cartilha educativa com orientações, como desconfiar de valores muito baixos e rótulos e líquidos com aparência duvidosa. O documento pode ser acessado nas páginas do governo na internet.

Mais de 40 pessoas tiveram intoxicação pela substância no país até agora. Nove morreram nos estados de São Paulo, Pernambuco e Paraná.

No Rio de Janeiro, só no último ano, mais de 300 litros de bebidas adulteradas, contrabandeadas ou sem procedência foram apreendidas em operações em Niterói, Rio das Ostras, na Zona Sul da capital fluminense e na Lapa, na região central.

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