
As barricadas elétricas usam energia desviada da rede pública
Reprodução
Pelo menos três policiais militares do Rio de Janeiro já ficaram feridos por estilhaços de explosivos de uma barricada energizada. Os agentes, lotados no Batalhão da Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, estavam em uma viatura descaracterizada e acessavam a comunidade do Barbante, na mesma região.
O caso aconteceu em setembro do ano passado, quando bandidos começaram a usar energia elétrica em bloqueios nos acessos às comunidades. Desde então, a tática ficou mais frequente.
Nesta quarta-feira, policiais militares se depararam com o obstáculo em uma incursão na favela da Coreia, em Senador Camará, na Zona Oeste.
As barricadas elétricas usam energia desviada da rede pública.
A corrente é direcionada para grades, fios ou estruturas metálicas instaladas nas entradas das comunidades, transformando a barricada em uma verdadeira armadilha. O artifício pode causar choques elétricos, incêndios e até mortes.
Segundo o especialista em segurança pública Paulo Storani, as barricadas elétricas representam um risco principalmente às crianças.
A ação da PM fazia parte da Operação Barricada Zero, criada pelo Governo para desobstruir ruas ocupadas por criminosos. A porta-voz da PM, Claudia Moraes, fala sobre a ação.
Os dispositivos improvisados, ligados clandestinamente à rede elétrica, são instalados para dificultar o acesso de viaturas e impedir a entrada de forças de segurança em áreas dominadas por grupos armados.
O mesmo tipo de estrutura já foi identificado em outras áreas, como na Mangueira, na Zona Norte do Rio, e no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

