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Bateria de câmeras da PM pode ter acabado em operação no Rio

Secretário Marcelo de Menezes afirmou que baterias duram até 12 horas e não foram trocadas

Carine Roma
CARINE ROMA

30/10/2025 • 09:24 • Atualizado em 30/10/2025 • 09:24

Secretário de Estado de Polícia Militar, Marcelo de Menezes

Secretário de Estado de Polícia Militar, Marcelo de Menezes

Tomaz Silva/Agência Brasil

O secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Marcelo de Menezes, afirmou que parte das câmeras corporais utilizadas por agentes pode ter ficado sem bateria durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, na última terça-feira (28).

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Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (30), Menezes explicou que a duração das baterias é de cerca de 12 horas, mas a ação policial se estendeu por aproximadamente 15 horas, o que pode ter comprometido parte das gravações.

Segundo o secretário, os equipamentos começaram a ser acionados ainda de madrugada, por volta das 3h, quando as tropas se reuniram para o início da mobilização. A operação começou oficialmente às 6h, mas as baterias não foram substituídas nem recarregadas ao longo do dia, o que pode ter levado à interrupção das filmagens em determinado momento.

De acordo com Menezes, as imagens registradas até o esgotamento dos equipamentos serão analisadas, mas há possibilidade de perda parcial do material.

A operação conjunta das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público, mobilizou 2,5 mil agentes e foi considerada a maior da história do estado. O balanço divulgado aponta mais de 120 mortos, 113 prisões e 118 armas apreendidas, entre elas 91 fuzis.

Durante os confrontos, quatro policiais morreram e três pessoas inocentes foram baleadas.

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