
Pacientes oncológicos também continuam enfrentando incertezas sobre a realização do tratamento
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Pacientes oncológicos e crianças atípicas beneficiários da Unimed Ferj seguem enfrentando problemas para realizar tratamentos e terapias. Segundo relatos, mesmo com liminares e sentenças judiciais, a operadora está descumprindo as ordens e não oferecendo os serviços.
As clínicas que atendem crianças e adolescentes atípicos alegam persistência na falta de pagamento. Algumas unidades pararam de realizar os atendimentos em setembro, outras conseguiram esperar até este mês, mas já informaram aos responsáveis pelos pacientes que as atividades vão ser interrompidas.
Roberta Maia é mãe do Guilherme, de 11 anos. Ele é autista não verbal nível 2 de suporte. Na última sexta-feira (3), ela recebeu um comunicado da clínica onde o filho dela é atendido afirmando que, a partir da próxima segunda-feira (13), os serviços vão ser paralisados por falta de pagamento. Roberta conta que tentou contato com a Unimed Ferj para entender se o filho vai ser transferido para outra unidade, mas não recebeu retorno.
Fabiane Simão é mãe do Daniel, de 10 anos, diagnosticado com paralisia ceberal e autismo nível 3 de suporte. Apesar de ter um processo em trâmite julgado com a Unimed Ferj, exigindo que a operadora pague as terapias em uma clínica especializada, o menino não tem acesso às atividades desde junho deste ano, pois a clínica alega que a Unimed não efetuou os pagamentos.
Segundo Fabiane, a operadora quer transferir o Daniel para uma unidade distante da casa dela, o que descumpre a ordem judicial.
Pacientes oncológicos também continuam enfrentando incertezas sobre a realização do tratamento. No início de setembro, a Unimed Ferj e a Oncoclínicas firmaram um acordo temporário de prestação de serviços. O documento previa o atendimento da rede para pacientes oncolócigos beneficiários do plano pelos próximos dois meses. Apesar disso, pacientes afirmam que seguem sem tratamento.
Ainda no último mês, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor e o Procon Estadual realizaram um mutirão com os pacientes afetados, buscando resolver as demandas e orientar os beneficiários sobre direitos do consumidor, mas, segundo as famílias, a ação não surtiu muitos efeitos práticos.
Diante da situação, nesta terça-feira (7), beneficiários da operadora realizaram um novo protesto em frente ao Espaço Cuidar Bem, em Botafogo, na Zona Sul.
Procurada pela reportagem, a Oncoclínicas afirmou que o fluxo assistencial estabalecido com a Unimed Ferj prevê que o paciente deve primeiro procurar a operadora, que então entrará em contato com a rede de clínicas.
A análise de cada caso é realizada respeitando a atual capacidade operacional da Oncoclínicas, redimensionada em função das decisões anteriores da operadora.
A reportagem aguarda posicionamento da Unimed Ferj e também da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor.
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