
sistema Alerta Rio registrou rajadas que ultrapassaram 50 km/h
Reprodução
Quarenta e oito pessoas que estavam em pranchas de StandUp Paddle na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, precisaram ser resgatadas pelos Bombeiros após terem sido arrastadas e derrubadas por uma forte ventania no início da manhã desta terça-feira (7).
A prática é comum para que grupos acompanhem o nascer do sol na água. O sistema Alerta Rio registrou rajadas que ultrapassaram 50 km/h na estação do Forte de Copacabana entre 6h e 7h, período que coincidiu com o episódio.
Guarda-vidas e embarcações do Corpo de Bombeiros foram necessários para o resgate das vítimas que caíram no mar ou não conseguiam retornar para a orla. Ninguém precisou de atendimento médico.
Um instrutor, que preferiu não se identificar, disse que nem foi à praia prestar o serviço de stand up nesta terça-feira (7), já que desde a semana passada, os gráficos que acompanham as previsões meteorológicas alertavam para ventos mais fortes do que o comum no dia. Ele teve a voz modificada.
Eu tinha avisado a várias pessoas que fazem esses eventos, que hoje não seria um dia propício para isso. Quem trabalha com mar tem sempre que estar olhando. E essa previsão já estava de uma semana, cara. Então as pessoas que colocaram, fizeram isso já sabendo. Cada um tem que ser responsável pelo que faz na praia. Os donos de barracas são responsáveis pelas pessoas que eles colocam para trabalhar para eles. Muitas das vezes, pessoas desqualificadas, que não conhecem entrada de mar, não conhecem vento, não conhecem nada disso.
Em junho deste ano, a Prefeitura estabeleceu regras para a prática do esporte na cidade. Entre elas, está o limite de 25 pessoas por grupo de stand up. O decreto também estabeleceu que para cada cinco alunos, deve haver pelo menos um instrutor, além do uso obrigatório de salva-vidas, kit de primeiros socorros, binóculo ou monóculo para acompanhamento da areia e cordinhas nas pranchas.
As medidas foram criadas após mais de 70 pessoas serem resgatadas na Praia do Leme, também na Zona Sul, depois de terem sido arrastadas pelo vento e ficarem à deriva no mar. Apesar disso, o decreto cita apenas que os instrutores devem acompanhar e seguir os alertas de condições climáticas emitidos pela Marinha e outros órgãos, sem definir um limite de força do vento para que a prática seja liberada.
Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública diz que, apesar do incidente, os praticantes elogiaram os instrutores que também estavam no mar. No posto 6, nove pranchas foram apreendidas em escolinhas sem alvará de funcionamento.
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