
Em 2013, Fábio foi convidado pelas primas a ir a Copacabana, na Zona Sul
Reprodução
A vinda do Papa Francisco ao Brasil em 2013 não mudou apenas a vida dos fieis católicos. Pessoas de diversas religiões e locais do país acumulam histórias de reviravoltas pessoais, após o encontro com ele.
Foi o que aconteceu com o escritor e professor Fábio Fabrício Fabretti. Parte da comunidade LGBTQIA+, ele se mudou do Paraná para o Rio de Janeiro há mais de 30 anos, já que a família não aceitava o jovem.
Em 2013, Fábio foi convidado pelas primas a ir a Copacabana, na Zona Sul, ver o Papa Francisco, que participava da Jornada Mundial da Juventude. Com a insistência das familiares, ele aceitou. Fábio conta que não acreditou quando o pontífice foi na direção deles.
Ele veio na nossa direção, e aí é claro que as pessoas enlouqueceram, as minhas primas enlouqueceram, todo mundo estendendo a mão, gritando. Ele estendeu a mão para as pessoas e estendeu a mão para mim. Rapidamente olhou para os meus olhos e estendeu a mão. E eu automaticamente estendi, e ele tocou em mim. Então eu fiquei extasiado com aquilo. Para mim foi um milagre, porque eu não queria ir, e {ele} tocou em mim. Foi a espiritualidade mostrando: você importa sim.
Mesmo sendo do Candomblé atualmente, Fábio afirma que, desde o episódio, muita coisa na vida dele mudou para melhor.
Já a advogada Taiara Cargnin se aproximou ainda mais da religião, já quando o Papa Francisco foi escolhido para a posição. Apesar de também morar no Rio, ela é do Rio Grande do Sul e cresceu perto da fronteira com a Argentina.
Na Jornada, ela participou com o marido de uma peregrinação. Saiu de casa durante a manhã e foi para Copacabana aguardar a Missa que seria celebrada pelo Papa Francisco. Taiara só foi embora por volta das quatro da manhã do dia seguinte, quando as celebrações terminaram. Ela lembra como milhares de pessoas acabaram dormindo na praia, assim como ela.
E depois daquela Missa linda dele, todo mundo dormiu na praia. Tinha barracas, tinha sacos, cangas. Era uma energia de confiança, de respeito, de amor, algo mágico. Um Papa argentino é um Papa, parece, mais próximo, que referendava toda essa nossa essência de sermos latinos.
Papa Francisco morreu na segunda-feira (21), depois de sofrer um AVC e ter uma parada cardiorrespiratória. Ele continua recebendo homenagens em todo o país.
Sete cardeais brasileiros viajam para o Vaticano, para participar do Conclave.
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