
Bruno Henrique, atacante do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, vai ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva na manhã desta quinta-feira (4) pela denúncia de manipulação de resultados para beneficiar apostadores. O jogador pode receber até dois anos de suspensão. Outras quatro pessoas também serão julgadas.
A sessão acontece após investigações da Polícia Federal sobre a conduta de Bruno Henrique em uma partida contra o Santos, em novembro de 2023, pelo Brasileirão. Os investigadores constataram que o atacante comunicou por mensagem ao irmão, Wander Nunes Pinto Junior, que levaria um cartão amarelo naquele jogo, para forçar uma suspensão automática na rodada seguinte pelo terceiro cartão.
A partir da informação privilegiada, Wander realizou apostas em plataformas na véspera da partida utilizando uma conta própria e a da esposa, além de repassar a informação a amigos, para obter vantagem econômica indevida.
Na ocasião, após identificarem movimentações atípicas, algumas plataformas chegaram a bloquear os pagamentos aos apostadores.
Além de Bruno Henrique, outros quatro atletas amadores que obtiveram vantagem da informação privilegiada também serão julgados pelo STJD: o irmão, Wander Nunes, e amigos dele, Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Douglas Ribeiro Pinos Barcelos.
Apesar das investigações apontarem o envolvimento de outras pessoas no esquema de manipulação esportiva, o STJD determinou o arquivamento por não serem jurisdicionados à Justiça Desportiva.
O atacante do Flamengo foi enquadrado em dois artigos pelo Tribunal, que tratam da atuação deliberada de modo a prejudicar a equipe que defende, cometida diante de pagamento ou promessa de qualquer vantagem, e da atuação de forma contrária à ética esportiva, com finalidade de influenciar o resultado da partida. A Procuradoria solicitou que a pena seja aplicada também em âmbito internacional.
Um processo contra o jogador também corre na Justiça do Distrito Federal. A defesa de Bruno Henrique chegou a solicitar ao Superior Tribunal de Justiça para que o caso fosse remetido à Justiça Federal, o que anularia todos os atos praticados no processo até então, mas o pedido foi indeferido.
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