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Câmara analisa pedido de apoio à reforma do Estádio Célio de Barros, no Maracanã

Projeto de R$ 39 milhões prevê nova pista, arquibancadas, iluminação e um museu no local

João Boueri
JOÃO BOUERI

19/06/2025 • 13:56 • Atualizado em 19/06/2025 • 13:56

Estádio de Atletismo Célio Barros

Estádio de Atletismo Célio Barros

Reprodução

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados analisa o pedido feito pela Federação Estadual de Atletismo de apoio à reforma do Estádio de Atletismo Célio de Barros, que fica ao lado do Maracanã, na Zona Norte do Rio. A comissão é presidida pela deputada federal Laura Carneiro.

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No início do ano, os representantes da entidade estiveram com a parlamentar para debater o assunto.

O projeto já desenvolvido pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio prevê a instalação de uma nova pista de corrida com nove raias, seguindo as normas olímpicas vigentes; revitalização da pista de aquecimento interna; novas arquibancadas com 40 refletores e iluminação de LED; e a construção de um museu.

Fechado desde 2013, o desejo dos antigos frequentadores e atletas que já passaram pelo Estádio Célio de Barros é de que o espaço volte a origem, com novas tecnologias e práticas seguindo as normas internacionais e nacionais.

O objetivo é fazer com que as atuais e futuras gerações de atletas também possam usufruir daquilo que um dia já recebeu o Troféu Brasil de Atletismo, por exemplo.

Segundo a EMOP, que desenhou o projeto em 2022, a estimativa de custos é de R$ 39 milhões. O valor aproximado para a elaboração dos projetos é de R$ 900 mil.

Os custos foram atualizados no ano passado. Os valores incluem a reforma de toda a edificação, anexos e apoios, com reforço estrutural, novos telhados e impermeabilizações. No entanto, as obras nunca foram autorizadas.

A atual construção foi prejudicada pelas obras do Maracanã, que concretaram os locais das pistas e pelo abandono e descaso por vários anos. Todas as instalações foram vandalizadas e depredadas.

Atualmente, o estádio não conta sequer com Sistema Contra Incêndio e Pânico, que foi vandalizado e está fora de operação. Além disso, os banheiros estão desativados e há locais com infiltração.

O Estádio é administrado pela Secretaria de Estado de Esportes e Lazer e não faz parte do Complexo Maracanã. Ele foi desativado há mais de 10 anos. A ideia inicial de utilizar o estádio para estacionamento se tornou factível nos últimos meses.

Na manhã desta quinta-feira (19), a reportagem de BandNews FM conversou com frequentadores do Maracanã, que querem a reforma do Estádio de Atletismo.

O consórcio formado pelos clubes Flamengo e Fluminense utiliza o estádio como estacionamento em dias de jogos, após um acordo com a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer.

Segundo as empresas, a medida não implica em qualquer intervenção na estrutura do estádio e que a utilização corresponde à parte descoberta do terreno e a destinação está restrita ao parqueamento de veículos e ônibus de torcidas. A concessionária afirma que não há qualquer conduta irregular ou legal.

O Estádio de Atletismo Célio de Barros ocupa uma área total de 18.714m², 756m² para estacionamento e 457m² de jardins, com espaço de lazer gratuito para a comunidade, e capacidade para 9.143 pessoas, sendo 8.000 nas arquibancadas, 1.053 nas cadeiras e 50 na tribuna de honra.

Procurada, a Secretaria de Estado de Esporte informou que recebeu do consórcio responsável pela administração do Maracanã uma solicitação para utilizar temporariamente o espaço do Estádio Célio de Barros. A pasta explicou que mantém diálogo constante com os diversos setores, em busca de uma solução definitiva para o estádio.

Em nota, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional disse que está em contato com a equipe do Consórcio Maracanã para tratar da obra atualmente em andamento no Célio de Barros, uma vez que o projeto não foi previamente submetido à análise e aprovação do Instituto. Está prevista, para as próximas semanas, a realização de vistoria técnica no local.

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