
Imagem de câmera mostra chegada do médico José Emílio de Brito
Reprodução/BandNewsFM Rio
Imagens de câmeras de segurança da clínica onde a técnica em segurança do trabalho Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, passou por procedimento estético e morreu podem ajudar a Polícia Civil nas investigações da cadeia criminosa que atua na receptação de clientes e realiza cirurgias para obter lucro em cima de pacientes.
Além de mostrar os últimos momentos da vítima antes de entrar no centro cirúrgico, o circuito interno mostra a chegada da SAMU, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além da movimentação para remover materiais do centro cirúrgico duas horas após a retirada do corpo da vítima.
As imagens foram obtidas pela pela BandNews FM, um dia após a prisão da enfermeira por exercício irregular na profissão de médica anestesista. Sabrina Rabetin Serri foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, que aceitou a denúncia do Ministério Público contra a enfermeira e o médico cirurgião plástico José Emílio de Brito.
A Polícia Civil também investiga se o marido de Sabrina Rabetin ajudou a retirar itens do centro cirúrgico após a realização da hidrolipoaspiração no dia 8 de setembro.
Segundo o Ministério Público, a enfermeira tinha a função de fazer as marcações no corpo das pacientes para a introdução das cânulas, a sedação e a aplicação de anestesias locais. Segundo a denúncia, além de captar novos clientes, Sabrina Serri assumia riscos em condições precárias e sem a presença de corpo médico adequado.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a enfermeira se recusou a fornecer a senha dos aparelhos apreendidos, como um telefone, um tablet e um notebook.
No relatório final de indiciamento, o delegado Wellington Vieira afirmou que os autores assumiram o risco da morte por escolhas próprias ao submeter Marilha a risco fatal.
O médico José Emílio de Brito responde pelo crime de homicídio e falsidade ideológica. Já a enfermeira, além de também responder pelo homicídio, é acusada de exercer ilegalmente a medicina.
O laudo do IML revelou sete perfurações no corpo da vítima. O resultado contradiz o que o médico registrou no hospital: morte por broncoaspiração e parada cardiorrespiratória.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


