Bandnews FM
BandNews FM Rio

Câmeras mostram retirada de materiais após morte de mulher em clínica estética no Rio

Vídeos obtidos pela BandNews FM revelam movimentação após morte de Marilha Antunes; enfermeira e médico são investigados por homicídio e exercício ilegal da medicina

João Boueri
JOÃO BOUERI

16/10/2025 • 12:42 • Atualizado em 16/10/2025 • 12:42

Imagem de câmera mostra chegada do médico José Emílio de Brito

Imagem de câmera mostra chegada do médico José Emílio de Brito

Reprodução/BandNewsFM Rio

Imagens de câmeras de segurança da clínica onde a técnica em segurança do trabalho Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, passou por procedimento estético e morreu podem ajudar a Polícia Civil nas investigações da cadeia criminosa que atua na receptação de clientes e realiza cirurgias para obter lucro em cima de pacientes.

Compartilhar

Além de mostrar os últimos momentos da vítima antes de entrar no centro cirúrgico, o circuito interno mostra a chegada da SAMU, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além da movimentação para remover materiais do centro cirúrgico duas horas após a retirada do corpo da vítima.

As imagens foram obtidas pela pela BandNews FM, um dia após a prisão da enfermeira por exercício irregular na profissão de médica anestesista. Sabrina Rabetin Serri foi alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, que aceitou a denúncia do Ministério Público contra a enfermeira e o médico cirurgião plástico José Emílio de Brito.

A Polícia Civil também investiga se o marido de Sabrina Rabetin ajudou a retirar itens do centro cirúrgico após a realização da hidrolipoaspiração no dia 8 de setembro.

Segundo o Ministério Público, a enfermeira tinha a função de fazer as marcações no corpo das pacientes para a introdução das cânulas, a sedação e a aplicação de anestesias locais. Segundo a denúncia, além de captar novos clientes, Sabrina Serri assumia riscos em condições precárias e sem a presença de corpo médico adequado.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a enfermeira se recusou a fornecer a senha dos aparelhos apreendidos, como um telefone, um tablet e um notebook.

No relatório final de indiciamento, o delegado Wellington Vieira afirmou que os autores assumiram o risco da morte por escolhas próprias ao submeter Marilha a risco fatal.

O médico José Emílio de Brito responde pelo crime de homicídio e falsidade ideológica. Já a enfermeira, além de também responder pelo homicídio, é acusada de exercer ilegalmente a medicina.

O laudo do IML revelou sete perfurações no corpo da vítima. O resultado contradiz o que o médico registrou no hospital: morte por broncoaspiração e parada cardiorrespiratória.

Tópicos relacionados