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Caso Marilha: médico acusado de morte em cirurgia está lúcido, diz laudo

Laudo aponta que cirurgião preso tem estado de saúde estável

Por Redação
REDAÇÃO

01/04/2026 • 18:05 • Atualizado em 01/04/2026 • 18:05

Marilha Menezes

Marilha Menezes

Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar humanitária do médico acusado de matar a jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante uma hidrolipoaspiração. O caso aconteceu em setembro do ano passado, na clínica Amacor, na Zona Oeste do Rio.

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O cirurgião José Emílio de Brito está preso preventivamente na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. A defesa alega que ele tem 76 anos e é portador de doença cardíaca.

No entanto, um laudo da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo aponta que o médico está em “bom estado de saúde”, lúcido e capaz de andar sozinho. O documento também destaca que ele recebe assistência adequada.

O pedido de prisão domiciliar deve ser analisado pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza na segunda audiência de instrução e julgamento do processo, marcada para a tarde do dia 10 de abril.

A irmã da vítima, Lea Carolina Antunes, afirmou que teme a impunidade.

Marilha Menezes morreu após sofrer perfurações durante o procedimento. Na época, o médico responsável afirmou que a causa da morte teria sido broncoaspiração seguida de parada cardiorrespiratória, mas o laudo do Instituto Médico Legal apontou sete perfurações no corpo da vítima.

No início de janeiro, a enfermeira Sabrina Rabetin Serri, que também responde pelo caso, foi solta e passou a responder em liberdade pelos crimes de homicídio qualificado e falsidade ideológica.

A acusada, que cursa medicina, teve a inscrição suspensa por penalidade no Conselho Regional de Enfermagem do Rio, o que a impede de exercer atividades na área enquanto durar a sanção.

Já a situação do cirurgião no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro consta como “regular”, e o procedimento instaurado no órgão corre sob sigilo. Procurado, o conselho ainda não se posicionou.

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