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Causa de descarrilamento de trem na Extensão Guapimirim só vai ser esclarecida após perícia

A afirmação é de especialistas ouvidos pela reportagem da BandNews FM

João Boueri
JOÃO BOUERI

21/02/2025 • 14:24 • Atualizado em 21/02/2025 • 14:24

O descarrilamento aconteceu entre Saracuruna e Parque Estrela, no sentido Guapimirim

O descarrilamento aconteceu entre Saracuruna e Parque Estrela, no sentido Guapimirim

Reprodução

As causas que favoreceram o descarrilamento que suspendeu a circulação dos trens na Extensão Guapimirim, na Baixada Fluminense, só podem ser esclarecidas após a realização de perícia técnica. A afirmação é de especialistas ouvidos pela reportagem da BandNews FM. O caso aconteceu durante a tarde de quinta-feira (20), em Magé. A Agetransp abriu investigação para também apurar as causas. A Extensão Guapimirim entrou em processo de normalização na manhã desta sexta-feira (21). A concessionária SuperVia disse que a dilatação dos trilhos aconteceu em decorrência do calor registrado na linha férrea no momento do acidente. Segundo a empresa, a temperatura chegou a 71ºC, "causando a flambagem e dilatação dos trilhos". Em imagens compartilhadas nas redes sociais, é possível ver a composição tombada. Ninguém ficou ferido. Para o engenheiro mecânico Gerardo Portela, se o limite de temperatura previsto no projeto inicial da instalação dos trilhos foi superado, o trilho pode entrar em deformação.

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O trilho não pode ficar solto, então ele tem um limite ali para ele dilatar e contrair. Se esse limite foi superado, ele não tem para onde sair, porque ele está preso, fixado nos dormentes, sobre os dormentes, então o que acontece? Ele acaba se deformando.

No entanto, segundo o especialista, somente a perícia definitiva vai poder dizer se houve falha de manutenção ou se é possível atribuir o incidente a uma questão térmica.

Quando a Supervia diz que a alta temperatura provocou a flambagem nos trilhos, essa é uma outra situação, é uma situação mais grave, é preciso ver se essa informação é técnica e confiável, porque o trem pode ter descarrilado por falha de manutenção e pode se atribuir a uma questão térmica, mas só a perícia que vai dizer o que que é.

Já para o professor da UERJ e engenheiro civil, Júlio Cesar da Silva, a falta de manutenção agrava o problema. Nos últimos dias, a Prefeitura de Magé suspendeu eventos em decorrência da onda de calor extremo. As aulas também foram suspensas no turno da tarde em todas as unidades de ensino até esta sexta-feira (21). Em nota, a SuperVia disse que o plano de manutenção preventiva é executado rigorosamente, seguindo padrões técnicos e normativos, com o objetivo de garantir a segurança das operações e a integridade da infraestrutura ferroviária.

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