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Cemitério em São Gonçalo é apontado em denúncia de desaparecimento de corpo

A Polícia Civil investiga o desaparecimento de mais um corpo no cemitério São Miguel, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O administrador Alexandre Ribeiro foi ao local na semana passada para exumar o corpo da mãe e percebeu que ele não estava mais no local em que foi sepultado, em 2022.

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

22/05/2026 • 17:30 • Atualizado em 22/05/2026 • 17:30

Cemitério em São Gonçalo é alvo de mais uma denúncia de desaparecimento de corpo

Cemitério em São Gonçalo é alvo de mais uma denúncia de desaparecimento de corpo

Reprodução

Segundo o homem, ele chegou a ir ao cemitério no ano passado, três anos após o sepultamento do corpo de Vera Lúcia Ribeiro, para fazer a exumação, mas foi informado de que ainda havia restos mortais a serem decompostos, adiando o processo para o ano seguinte. No dia 15 de maio, ele voltou ao local e percebeu que no jazigo em que estava o corpo da mãe, havia o de um homem não identificado.

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De acordo com Alexandre, a situação chegou a ser comunicada à administração do cemitério e uma funcionária teria dito que casos parecidos já tinham acontecido no local, apontando o fato como uma falha administrativa.

Nos últimos meses, a BandNews FM mostrou as denúncias de familiares de outras pessoas enterradas no mesmo cemitério que passaram pelo problema enfrentado por Alexandre.

O pastor Gilbert Tavares foi vítima em duas situações, envolvendo a mãe e o irmão dele. No ano passado, ele percebeu que o caixão da mãe foi trocado depois de sete meses do sepultamento. Três anos antes, o corpo do irmão dele foi exumado no mesmo local sem a presença ou autorização da família.

Ele explica que, até hoje, não teve respostas sobre os casos.

A técnica de enfermagem Katyelle Martins também enfrenta uma situação parecida. No carnaval do ano passado, ela recebeu uma ligação de um funcionário do cemitério informando que o corpo da mãe dela, sepultado em 2021, já não estava mais no local em que foi enterrado. Desde então, ela tenta descobrir o que aconteceu.

Procurada, a Prefeitura de São Gonçalo disse que após detectar falhas em procedimentos, tomou as "medidas necessárias" para sanar a questão e evitar novas ocorrências, com a substituição da administração da unidade cemiterial e a modernização do sistema de controle de sepultamentos. Segundo o município, as medidas foram tomadas em 2025.

A Prefeitura informou, ainda, que a direção do cemitério está à disposição das famílias para esclarecer os fatos e que segue à disposição da Polícia Civil.

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