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Censo de 2022 mostra mudança no comportamento das famílias no Brasil nos últimos anos

O número de famílias com filhos representa menos da metadas das composições familiares pela primeira vez na história

Fernanda Caldas
FERNANDA CALDAS

05/11/2025 • 17:48 • Atualizado em 05/11/2025 • 17:48

Foto de uma família brasileira

Foto de uma família brasileira

Reprodução Governo Federal

O número de famílias com filhos representa menos da metadas das composições familiares pela primeira vez na história. Os dados são do Censo de 2022, divulgados nesta quarta-feira (5), pelo IBGE.

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Segundo a pesquisa, o percentual de famílias com filhos recuou de 56,4%, em 2000, para 42% em 2022. No mesmo período, o número de casais sem filhos foi a composição familiar que mais cresceu, saltando de 13% para 24,1%.

A pesquisadora Luiza Cardoso é uma das mulheres casadas que ainda não tem filhos. Segundo ela, o desejo existe, mas atualmente as pessoas tem escolhido esperar mais tempo para engravidar.

O censo de 2022 indica ainda outra mudança cultura na sociedade brasileira no período. Isso porque o percentual de famílias com responsáveis do sexo masculino recuou de 77,8% para 51,2%. Enquanto, o percentual de famílias cujo responsável era mulher, cresceu de 22,2% para 48,8%.

Segundo especialistas, os motivos para esse aumento podem ser relacionados ao ingresso das mulheres no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade em nível superior. Entre 2000 e 2022, o porcentual de responsáveis por famílias que não tinham instrução ou tinham apenas o nível fundamental incompleto recuou de 66,1% para 34,7%. Já o número de responsáveis com nível superior completo subiu de 6,3% para 17,4%.

Por outro lado, a proporção de mulheres solteiras com filhos subiu de 11,6%, em 2000, para 13,5% em 2022. O número de homens solteiros com filhos também cresceu de 1,5% para 2% no período.

Em 2022, o Brasil tinha 72,3 milhões de unidades domésticas, das quais 13,6 milhões eram unipessoais e 57,8 milhões tinham duas ou mais pessoas com parentesco. Destas, 94,5% eram uma família única e 4,5% eram compostas por duas ou mais famílias.

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