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Chanceleres dos países do Brics voltam a se reunir nesta terça-feira no Rio

A primeira reunião formal de chanceleres após a expansão do grupo aconteceu nesta segunda-feira (28),

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

28/04/2025 • 19:07 • Atualizado em 28/04/2025 • 19:07

Atualmente, o BRICS é formado por 11 países

Atualmente, o BRICS é formado por 11 países

Divulgação

Os ministros das Relações Exteriores dos países membros do BRICS devem emitir uma declaração contra decisões unilaterais no comércio, em meio ao "tarifaço" do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos.

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A primeira reunião formal de chanceleres após a expansão do grupo aconteceu nesta segunda-feira (28), no Rio de Janeiro, e foi dividida em duas sessões, presididas pelo chefe do Itamaraty brasileiro, Mauro Vieira. Os representantes voltam a se reunir nesta terça-feira (29), no Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio.

Nos encontros, foram debatidos assuntos como a promoção da paz no mundo e a reforma da governança global, incluindo o desejo de alguns países, como o Brasil, de ter cadeiras permanentes no Conselho de Segurança da ONU.

Na abertura da sessão, o ministro Mauro Vieira disse que o BRICS é uma coalizão de cooperação.

O caminho para a paz não é fácil nem linear. Mas o BRICS pode e deve ser uma força para o bem, não como um bloco de confronto, mas como uma coalizão de cooperação. Devemos liderar pelo exemplo, reafirmando nossa crença em um mundo multipolar onde a segurança não é privilégio de poucos, mas um direito de todos.

Depois de se encontrar com o chanceler russo, Sergey Lavrov, Mauro Vieira disse também que "o conflito na Ucrânia continua a causar pesado impacto humanitário" e que há a necessidade urgente de uma solução diplomática que defenda os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas. O presidente Lula visita Moscou em maio.

Além disso, Mauro Vieira voltou a defender a posição do grupo a favor da manutenção de dois estados na região de Israel e da Palestina.

Uma solução justa e duradoura para o conflito entre Israel e Palestina só pode ser alcançada por meios pacíficos e sob o direito internacional. Permanecemos firmes em nosso compromisso com a solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, dentro das fronteiras de 1967 e com Jerusalém Oriental como sua capital, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança.

No início da manhã, Mauro Vieira negou que o grupo esteja desenvolvendo um projeto para a criação de uma moeda própria.

Uma terceira reunião está marcada para esta terça-feira (29), quando os representantes dos países-membro devem reforçar a posição do grupo sobre o multilateralismo, tema que deve estar presente no documento a ser entregue pelos chanceleres, como antecipou o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty e Sherpa do Brasil no BRICS, Embaixador Mauricio Carvalho Lyrio, na semana passada.

O evento antecede a cúpula dos líderes do BRICS, que também acontece no Rio de Janeiro, nos dias 6 e 7 de julho.

Atualmente, o BRICS é formado por 11 países. Além de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, também fazem parte do grupo Egito, Emirados Árabes, Etiópia, Irã, Indonésia e Arábia Saudita. Os países parceiros são Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

Os países parceiros são convidados para a Cúpula e para a reunião de ministros das Relações Exteriores e podem endossar as declarações. Os líderes dessas nações vão estar presentes nas reuniões desta terça (29).

Além das sessões, que acontecem no Palácio do Itamaraty, no Centro do Rio, o ministro Mauro Vieira também vai ter reuniões bilaterais com representantes dos países-membros e parceiros.

Já no domingo (27), ele se encontrou com líderes da Indonésia, Rússia, Tailândia e Uganda. Há a previsão de reuniões ainda com Tailândia, China, Cuba, Nigéria e Etiópia.

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