
A Polícia Civil investiga o caso
Reprodução
O motorista do carro que explodiu em um posto de gasolina, no Centro do Rio, teria usado outro cilindro na inspeção realizada em novembro de 2024. A informação é da Associação dos Organismo de Inspeção Veicular do Estado e do Sindicato da Indústria da Reparação de Veículos e Acessórios.
Segundo os órgãos, o veículo foi reprovado na primeira vistoria feita na época. No entanto, seis dias depois, o motorista teria voltado ao local com um novo cilindro, que já tinha sinais de uso, e foi aprovado.
Os especialistas acreditam que o material foi emprestado ou alugado, uma vez que, outro carro que realizou uma inspeção em maio deste ano, trinta dias antes da explosão, utilizou o mesmo cilindro para ser aprovado.
A partir desta informação, os órgãos conseguiram checar que o equipamento está circulando neste veículo até o momento.
O vice-presidente da Firjan e presidente do Sindirepa, Celso Mattos, afirma que diante da análise é possível afirmar que o cilindro não estava sendo usado no carro que explodiu.
De acordo com a Assinsp, o Inmetro, responsável pela fiscalização dos veículos, não consegue cruzar os dados das inspeções e por isso não é possível detectar se um cilindro já tinha sido usado em outro carro.
O vice-presidente da associação, Raphael Chede, afirma que os órgãos lutam para que o sistema seja atualizado.
Segundo levantamento feito pelo Assinsp, 66% dos carros que têm cilindro no estado do Rio nunca realizaram uma inspeção ou circulam com a vistoria vencida. O estudo mostra ainda que dos 1 milhão e 600 mil veículos movidos a GNV no Rio, menos de 600 mil são inspecionados anualmente.
Na madrugada do último sábado (7), o motorista estava abastecendo em um posto de gasolina na Praça da Cruz Vermelha, no Centro, quando o cilindro de gás veicular natural explodiu. Duas pessoas morreram. Paulo Santos, de 60 anos, que trabalhava no estabelecimento, não resistiu aos ferimentos e morreu neste domingo (8). O motorista Guaraci Pereira Costa, de 64 anos, morreu no local. Imagens de câmeras de segurança do posto de GNV mostram que tanto o frentista quanto o motorista estavam próximos a parte traseira do veículo, o que também não é recomendado por especialistas.
A Polícia Civil investiga o caso.
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