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Sete presos em ação contra quadrilha que furtava cabos no RJ e SP em larga escala

Operação investiga rede interestadual que usava ferros-velhos e metalúrgicas como fachada

CLARA NERY

24/04/2025 • 08:34 • Atualizado em 24/04/2025 • 08:34

Depósito encontrado pela polícia onde cabos eram preparados para revenda após decapagem e queima para ocultar a origem

Depósito encontrado pela polícia onde cabos eram preparados para revenda após decapagem e queima para ocultar a origem

Reprodução

Sete criminosos são presos durante ação da Polícia Civil contra um grupo especializado em furtos de cabos em larga escala. A Operação Caminhos do Cobre tem como alvos bandidos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os investigadores conseguiram o bloqueio de R$ 200 milhões de reais dos integrantes da quadrilha interestadual.Em um galpão em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, mais de 200 toneladas de fio de cobre foram apreendidos./ O que equivale a cerca de 10 milhões de reais.A investigação da Delegacia de Roubos e Furtos revela que o material roubado é receptado por ferros-velhos e metalúrgicas. O grupo ainda pratica lavagem de dinheiro por meio de empresas reais e fictícias e contratos simulados.A ação desta quinta-feira (24) tem como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva além de 46 mandados de busca e apreensão nas residências dos alvos, em sete ferros-velhos e em metalúrgicas nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.22 integrantes do grupo foram denunciados até o momento. Segundo o delegado Jefferson Ferreira, os furtos ocorriam durante a madrugada, com batedores armados em motocicletas, ligados ao tráfico de drogas, garantindo a evasão e a proteção do esquema.Os criminosos amarravam os cabos aos caminhões, puxando-os com força, causando danos estruturais severos às estações subterrâneas.As peças eram levadas para galpões e ferros-velhos em Queimados, Baixada Fluminense; no Morro do Fallet, Centro do Rio; e no Complexo do Salgueiro, São Gonçalo, na Região Metropolitana..O grupo dividia o porcentual do faturamento com os traficantes locais, garantindo a proteção do território. Como explica o secretário de Polícia Civil Felipe Curi.Nos depósitos, os cabos eram decapados, fracionados e queimados para eliminar vestígios de origem, e revendidos a ferros-velhos e metalúrgicas.Parte dos pagamentos era feita com veículos de luxo, e outra era lavada por meio de empresas ligadas ao núcleo.A primeira etapa da operação, em 2022, revelou a existência de uma cadeia estruturada de escoamento dos bens roubado

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