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Combustível de aviação sobe 55%, e Petrobras propõe aliviar impacto

Distribuidoras poderão pagar alta menor e parcelar diferença

Por Redação
REDAÇÃO

01/04/2026 • 18:24 • Atualizado em 01/04/2026 • 18:24

Termo de adesão para reduzir os efeitos do reajuste do preço do querosene de aviação no Brasil é assinado

Termo de adesão para reduzir os efeitos do reajuste do preço do querosene de aviação no Brasil é assinado

Agência Brasil

A Petrobras informou que vai disponibilizar ao mercado, até a próxima segunda-feira (6), um termo de adesão para reduzir os efeitos do reajuste do preço do querosene de aviação no Brasil. A medida tem validade a partir de 1º de abril.

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O combustível teve aumento de quase 55% nesta quarta-feira. O reajuste está relacionado aos impactos da guerra no Oriente Médio, que influencia o preço do barril de petróleo. Em março, o querosene de aviação já havia registrado alta de 9,4%.

De acordo com a estatal, a iniciativa permite que as distribuidoras que atendem a aviação comercial paguem um aumento de 18% neste mês, percentual menor que o previsto em contrato. A diferença poderá ser parcelada em seis vezes, com a primeira parcela a partir de julho de 2026.

Em nota, a Petrobras afirmou que a medida busca preservar a demanda pelo produto e reduzir os impactos do reajuste no setor aéreo. A empresa também informou que o mecanismo de parcelamento poderá ser oferecido em maio e junho, com parâmetros ainda a serem definidos.

Mais cedo, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirmou que, com o aumento, o combustível passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas no país. Segundo a entidade, o cenário pode afetar a abertura de novas rotas e a oferta de serviços.

A associação destacou ainda que, embora mais de 80% do combustível consumido no Brasil seja produzido internamente, o preço segue a paridade internacional, o que amplia os efeitos das variações no valor do petróleo.

Procurado, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que enviou propostas ao Ministério da Fazenda, à Casa Civil da Presidência da República, ao Ministério de Minas e Energia e à própria Petrobras para reduzir os impactos da alta.

Segundo a pasta, o documento sugere a redução de tributos como PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, além de mudanças no IOF e no imposto de renda incidente sobre o leasing de aeronaves.

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