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Comissão de Combate ao Racismo aciona MP por possível violência contra dançarino Gugu Hawaiano

O episódio teria ocorrido durante ação da Polícia Civil na Cidade de Deus na última quinta-feira (19)

GIOVANNA GUITARRARI (SOB SUPERVISÃO)

25/09/2025 • 16:52 • Atualizado em 25/09/2025 • 16:52

Imagens postadas na Internet chegaram a mostrar o dançarino com o rosto machucado

Imagens postadas na Internet chegaram a mostrar o dançarino com o rosto machucado

Reprodução

Membros da Comissão de Combate ao Racismo da Câmara Municipal do Rio acionam o Ministério Público para denunciar um suposto caso de violência contra o dançarino Gugu Hawaiano.

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O episódio teria ocorrido durante ação da Polícia Civil na Cidade de Deus na última quinta-feira (19), quando o artista foi confundido com um criminoso e conduzido até uma delegacia. Imagens postadas na Internet chegaram a mostrar o dançarino com o rosto machucado.

O funkeiro foi liberado após ser ouvido. Segundo Gugu, policiais invadiram a casa dele, traumatizando parentes.

Na quarta (24), o membro do grupo 'Os Hawaianos' também foi recebido pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj.

Procurada, a Polícia Civil informou que são infundadas as acusações de agressões. Segundo a instituição, durante a ação, os agentes foram atacados por criminosos armados, que fugiram em direção a um bar. No local, os policiais também encontram dois homens. De acordo com o comunicado, ao serem abordados, um deles resistiu à prisão e tentou fugir e acabou sofrendo ferimentos leves.

NOTA DA POLÍCIA CIVIL:

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), esclarece que durante a ação, as equipes da CORE foram covardemente atacadas por cerca de dez criminosos fortemente armados. Houve intenso confronto, e parte dos traficantes correu em direção a um bar. Os policiais avançaram e, no local, apreenderam grande quantidade de drogas e um fuzil, encontrando também dois homens que haviam fugido com o grupo.

Um deles se entregou sem oferecer resistência, foi algemado e conduzido, e posteriormente assumiu a posse do entorpecente apreendido. O outro, ao contrário, resistiu à prisão e tentou fugir, o que obrigou os agentes a realizar sua imobilização. Nesse momento, em meio à tensão da ação, ele sofreu escoriações, compatíveis com o procedimento de contenção necessário diante da resistência apresentada.

É importante destacar que a diferença de tratamento decorreu unicamente da postura de cada indivíduo: quem se entregou colaborou, foi conduzido sem intercorrências e confessou o crime; quem resistiu precisou ser contido e, por isso, sofreu ferimentos leves.

Assim, são absolutamente infundadas as acusações de agressões. A Polícia Civil reafirma que todo o trabalho foi pautado na lei e na proteção da vida, sem abrir mão da firmeza necessária para enfrentar criminosos que desafiam o Estado.

A Polícia Civil reitera seu compromisso com a sociedade, com a verdade e com a transparência, não admitindo que narrativas distorcidas tentem manchar o trabalho sério de combate ao tráfico de drogas e à violência.

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