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Comissão de Transportes vai realizar uma fiscalização na estação Cocotá, na Zona Norte

Os deputados estaduais vão estar acompanhados de fiscais da Agetransp, agência reguladora do modal

João Boueri
JOÃO BOUERI

13/10/2025 • 14:32 • Atualizado em 13/10/2025 • 14:32

Estação Cocotá do transporte aquaviário, na Ilha do Governador

Estação Cocotá do transporte aquaviário, na Ilha do Governador

Divulgação

A Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio vai realizar uma fiscalização na estação Cocotá do transporte aquaviário, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira (13). Os deputados estaduais vão estar acompanhados de fiscais da Agetransp, agência reguladora do modal.

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A medida acontece após o Consórcio Barcas Rio - responsável pela operação das barcas - enviar um relatório sobre as condições da estação da Ilha do Governador à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana. Nas próximas semanas, duas vistorias ainda devem ser realizadas nas estações da Praça XV e Araribóia.

O estudo contratado pelo consórcio destaca que parte do píer da estação está cedendo no mar e que os guarda-corpos estão enferrujados e quebrados. Em 2016, uma embarcação atingiu parte do espaço.

Além disso, a estação não possui sistema de detecção e alarme de incêndio, descumprindo normas do Corpo de Bombeiros; e não há projetos de instalações elétricas.

Segundo o Consórcio Barcas Rio, o quadro de energia de Cocotá é considerado precário, com diversas irregularidades e em desacordo com as normas técnicas.

Em média, desde o início da operação do novo consórcio, a estação Cocotá registra 1.458 passageiros diários. A carioca Lilian Pimentel é usuária da Linha Praça XV-Cocotá. A escrevente de cartório afirma que, além dos problemas apontados, os horários de saída das embarcações não atende a demanda dos passageiros.

Na semana passada, um abaixo-assinado com mais de 260 assinaturas pedindo aumento de ofertas na estação Cocotá foi entregue à Secretaria de Transportes.

A estação Cocotá foi inaugurada em 2006, em substituição à antiga estação da Ribeira. O terminal está a cerca de 10km do Aeroporto Internacional do Galeão.

Desde o início do contrato, a empresa alega que o estado de conservação das instalações e estruturas não é de responsabilidade dela e sim, apenas o planejamento e plano de ação para investimentos e intervenções.

No final de setembro, o Consórcio Barcas Rio cobrou da Secretaria de Transportes e da CCR Barcas o envio de documentos técnicos considerados imprescindíveis para a continuidade da operação e realização das manutenção nas embarcações e estruturas. A nova operadora admitiu que enfrenta dificuldades operacionais em razão da ausência de documentos.

Entre os documentos pendentes, estão o relatório técnico das últimas intervenções dos motores, propulsores e caixas redutoras; e histórico de todas as alterações estruturais realizadas nas embarcações da frota.

A Secretaria de Mobilidade Urbana (Setram), por meio do Consórcio Barcas Rio, informa que foi instituído no dia 6/10, conforme publicação no Diário Oficial, um Grupo de Trabalho (GT) que envolve as duas partes. Segundo a secretaria, o objetivo é construir medidas conjuntas entre a Setram e o consórcio visando a estabilização do sistema aquaviário e a recuperação das estruturas operacionais dos terminais e atracadouros que foram recebidas da antiga concessionária com itens fora de conformidade.

A Setram ainda destacou que, desde que assumiu a operação, o consórcio realizou intervenções emergenciais para mitigar os riscos existentes. A Setram e a Barcas Rio reforçam o seu compromisso com a segurança dos passageiros e têm trabalhado diariamente em resoluções corretivas e preventivas nas estruturas do sistema aquaviário.

Em nota, a CCR Barcas disse que desconhece qualquer irregularidade nas embarcações e estações do transporte aquaviário e que a transferência da concessão ao novo operador foi realizada cumprindo todos os termos do acordo com o Governo do Estado.

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