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Criminosos invadem UPA em Costa Barros e levam dois pacientes

Unidade da Zona Norte foi alvo durante confronto entre facções rivais

João Boueri
JOÃO BOUERI

30/09/2025 • 13:02 • Atualizado em 30/09/2025 • 13:02

Os dados consideram ocorrências até o dia 17 de setembro.

Os dados consideram ocorrências até o dia 17 de setembro.

Divulgação/Prefeitura do Rio

A Unidade de Pronto Atendimento de Costa Barros, na Zona Norte do Rio, é fechada após criminosos invadirem duas vezes o local e ameaçarem os funcionários. A informação foi confirmada à BandNews FM pelo Secretário de Saúde, Daniel Soranz.

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Na madrugada desta terça-feira (30), bandidos entraram na unidade e chegaram a levar dois pacientes. A suspeita é de que eles tenham sido confundidos com criminosos rivais.

Um dos pacientes sequestrados foi libertado e retornou à unidade, mas o paradeiro do segundo ainda é desconhecido, como explica Soranz.

Horas depois, ainda na manhã desta terça-feira (30), os criminosos retornaram ao local para ameaçar os funcionários, exigindo que eles não denunciassem o episódio de violência. Por falta de segurança, a UPA teve o funcionamento interrompido por volta das 12h.

Os funcionários da unidade e os pacientes foram transferidos para o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, na mesma região. No momento da invasão, havia onze pessoas internadas no local. Além disso, outros 41 pacientes passavam por atendimento geral.

Segundo o secretário Daniel Soranz, os funcionários estão desesperados com a situação. Ele afirma que os casos de invasão a unidades de saúde não podem ser normalizados no Rio.

Na manhã desta terça-feira (30), um intenso confronto foi registrado na comunidade da Quitanda, em Costa Barros. Por conta dos tiros próximos da estação do bairro da Zona Norte, os trens do ramal Belford Roxo ficaram sob alerta, com a possibilidade de aguardarem ordem de circulação.

Um novo tiroteio foi registrado no início da tarde. Imagens registradas por moradores mostram equipes da Polícia Militar na região. Procurada, a corporação ainda não se manifestou.

Segundo a Prefeitura do Rio, as unidades de saúde municipais precisaram ser fechadas 698 vezes somente este ano por conta de confrontos armados e operações policiais no Rio de Janeiro. Os dados consideram ocorrências até o dia 17 de setembro.

No dia seguinte, criminosos armados e encapuzados invadiram o Hospital Municipal Pedro II para matar um ex-comparsa. A chegada dos criminosos foi registrada por câmeras de segurança do local. Eles renderam os seguranças de plantão na entrada da garagem e, em seguida, foram para o centro cirúrgico à procura do paciente.

Na ocasião, a declaração do secretário de saúde Daniel Soranz sobre a segurança pública foi alvo de críticas por parte dos secretários de segurança do estado, que afirmaram que as Polícias Civil e Militar seguem trabalhando e tendo bons resultados contra a criminalidade.

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