
Caso Henry Borel: defesa de Jairinho volta a pedir adiamento do julgamento
Reprodução Agência Brasil
A defesa do ex-vereador Jairinho afirma que vai pedir novamente o adiamento do juri popular da morte do menino Henry Borel, marcado para hoje (25). A informação é do advogado Rodrigo Faux que conversou com jornalistas agora há pouco na porta do Tribunal de Justiça.
Ele disse que a soliticação vai ser feita após o advogado Fabiano Lopes infartar no último sábado (23). Uma solicitação já havia sido feita no fim de semana de maneira informal, mas foi negada.
O juri popular já havia sido adiado em março, quando a defesa Jairo Souza Santos Júnior abandonou o plenário após a Justiça indeferir pedidos de adiamento por suposta falta de acesso integral a provas.
A professora Monique Medeiros também é julgada por omissão, enquanto Jairo é apontado como o autor das agressões que levaram à morte de Henry.
O crime aconteceu em março de 2021. Na época, o laudo de necropsia identificou 23 lesões pelo corpo da criança e concluiu que a morte foi causada por laceração hepática, provocada por ação contundente, e hemorragia interna.
Monique e Jairinho estão presos. Em março, a professora chegou a ter a prisão relaxada pela Justiça do Rio, mas teve a detenção preventiva restabelecida no mês seguinte, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Já o ex-vereador foi detido em abril de 2021. Desde então, diferentes pedidos de habeas corpus foram negados pela Justiça. Na semana passada, a Justiça do Rio rejeitou novos pedidos da defesa de Jairo para adiar a audiência do caso.
Nesta segunda, o júri popular vai começar com o sorteio de sete jurados para a composição do Conselho de Sentença. No procedimento, defesa e Ministério Público vão poder recusar até três jurados cada, sem a necessidade de explicação.
Após o sorteio, acontecem as oitivas da testemunhas, começando pela acusação e seguindo com as de defesa. Em seguida, acontecem esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados.
Após o interrogatório, começa a fase de debates. O MP faz a acusação e as defesas falam em seguida. Depois, pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas. Somente após todas essas fases, os jurados se reúnem na sala secreta para definir se os réus são culpados ou não.
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