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Defesa de Jairo Souza pede anulação de quebra de sigilo de celular

Advogados questionam competência da Justiça e do Ministério Público para autorizar a medida

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

06/07/2026 • 11:38 • Atualizado em 06/07/2026 • 11:44

Defesa de Jairo pede anulação de quebra de sigilo do celular apreendido na cela

Defesa de Jairo pede anulação de quebra de sigilo do celular apreendido na cela

Reprodução / Brunno Dantas/TJ-RJ

A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, condenado pela morte do menino Henry Borel, pediu à Justiça do Rio a anulação ou a reconsideração da decisão que autorizou a quebra do sigilo do celular apreendido na cela do ex-vereador. O pedido consta em uma petição anexada ao processo no domingo (5).

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O documento é assinado pelos advogados Rodrigo Faucz e Alanis Matzembacher. Na petição, eles argumentam que o Ministério Público, responsável pelo pedido de quebra de sigilo, não tem atribuição para a medida. A defesa também afirma que a juíza Elizabeth Machado Louro, do Segundo Tribunal do Júri, não tem competência para autorizar a quebra do sigilo, já que o celular foi apreendido após o julgamento e, segundo os advogados, não tem relação com o caso analisado.

Os advogados também questionam a decisão de encaminhar o aparelho ao Ministério Público, que atuou na acusação de Jairo Souza e Monique Medeiros no caso Henry Borel, em vez de enviá-lo ao Instituto de Criminalística.

A autorização para a quebra do sigilo do celular foi concedida pela Justiça no fim da semana passada, após pedido do Ministério Público.

O aparelho foi encontrado entre livros na cela de Jairo Souza, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na última quarta-feira (1º). O celular foi apreendido pela Polícia Penal e encaminhado para a delegacia da região. O detento foi colocado em isolamento.

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