
Operação Anomalia II, deflagrada pela Polícia Federal prende o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves
Divulgação
O delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves é preso na Operação Anomalia II, deflagrada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro. Ele é apontado como um dos chefes de um esquema que usou a estrutura da Delegacia de Polícia Civil de Inhaúma, na Zona Norte da Cidade, para extorquir integrantes do Comando Vermelho.
Além do delegado, também foram presos os policiais civis Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus. Ao todo, cerca de 40 policiais federais participaram da ação, que cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. O quarto mandado de prisão preventiva foi cumprido contra Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, assessor de TH Joais, preso em setembro do ano passado.
Segundo as PF, o traficante Índio do Lixão era um dos criminosos extorquidos pelos agentes.
De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de usar intimações oficiais da delegacia para pressionar traficiantes a pagar propina em troca de não serem alvo de ações policiais.
Segundo a Polícia Federal, as cobranças tinham prazos e pressão, e o dinheiro era recebido por intermediários, que atuavam como operadores financeiros para evitar contato direto entre os policiais e os criminosos.
A apuração também identificou movimentações financeiras milionárias incompatíveis com os salários dos servidores públicos. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados teriam utilizado empresas de fachada registradas em nome de familiares, além de contas bancárias e criptoativos.
Além das prisões e buscas, o STF determinou o afastamento imediato dos policiais das funções públicas, a suspensão das atividades empresariais das empresas usadas no esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos ligados aos investigados.
Os suspeitos podem responder por organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.
A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada para reforçar a atuação da Polícia Federal no combate ao crime organizado no estado e investigar possíveis ligações entre facções criminosas e agentes públicos.
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