
Santa Casa de Misericórdia do Rio
Cleomir Tavares / Diario do Rio
Dez anos após a abertura do processo de aprovação de um lançamento imobiliário na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio, que pode revitalizar a região, ainda não há perspectiva de andamento do pedido de autorização no Iphan.
O Instituto precisa emitir parecer favorável, uma vez que a área pertencia à Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e é considerada um bem tombado nacional.
Em 2014, um ano antes do início do processo no Iphan, a entidade vendeu parte do terreno na Avenida Presidente Antônio Carlos para a empresa Performance Empreendimentos Imobiliários, que passou a desenvolver o projeto imobiliário com a SIG Engenharia.
Os grupos preveem a construção de um residencial de studios com estabelecimentos comerciais no térreo, com a construção de uma praça pública, que abriria espaço para a vista do Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio. A entidade fica na Rua Santa Luzia, que faz esquina com a Avenida Presidente Antônio Carlos.
Para a construção do imóvel, será necessário demolir um estacionamento que funciona no local. Antes, haviam dois postos de combustíveis que foram desativados ao longo dos 10 anos.
Como contrapartida à compra de parte do terreno, a imobiliária prometeu bancar parte da reforma do Hospital da Santa Casa, que chegou a ficar fechado em 2013, e ceder unidades que serão construídas. Ao todo, o projeto prevê duas torres de apartamentos, com 82 metros de altura, alinhadas ao edifício do Ministério da Fazenda.
Em 2015, o Iphan chegou a montar um Grupo de Trabalho para avaliar o projeto. No ano seguinte, a então superintendente substituta do Iphan no Rio, Mônica da Costa, chegou a dizer que não tinha nada a opor em relação à demolição dos estabelecimentos, mas ressaltou que as obras deveriam ser realizadas com extremo cuidado e acompanhamento de equipe de arqueologia.
No ano seguinte, o Inepac - vinculado à Secretaria de Estado de Cultura - e o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade - braço do município - também declararam nada opor à pretensão de revitalização da área.
Procurados, o Iphan, a Secretaria de Estado de Cultura e as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Urbano ainda não se posicionaram.
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