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Dez anos de espera travam projeto imobiliário em área da antiga Santa Casa de Misericórdia

Iphan ainda não emitiu parecer sobre obra que promete revitalizar área tombada

João Boueri
JOÃO BOUERI

29/09/2025 • 12:28 • Atualizado em 29/09/2025 • 12:28

Santa Casa de Misericórdia do Rio

Santa Casa de Misericórdia do Rio

Cleomir Tavares / Diario do Rio

Dez anos após a abertura do processo de aprovação de um lançamento imobiliário na Avenida Presidente Antônio Carlos, no Centro do Rio, que pode revitalizar a região, ainda não há perspectiva de andamento do pedido de autorização no Iphan.

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O Instituto precisa emitir parecer favorável, uma vez que a área pertencia à Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e é considerada um bem tombado nacional.

Em 2014, um ano antes do início do processo no Iphan, a entidade vendeu parte do terreno na Avenida Presidente Antônio Carlos para a empresa Performance Empreendimentos Imobiliários, que passou a desenvolver o projeto imobiliário com a SIG Engenharia.

Os grupos preveem a construção de um residencial de studios com estabelecimentos comerciais no térreo, com a construção de uma praça pública, que abriria espaço para a vista do Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio. A entidade fica na Rua Santa Luzia, que faz esquina com a Avenida Presidente Antônio Carlos.

Para a construção do imóvel, será necessário demolir um estacionamento que funciona no local. Antes, haviam dois postos de combustíveis que foram desativados ao longo dos 10 anos.

Como contrapartida à compra de parte do terreno, a imobiliária prometeu bancar parte da reforma do Hospital da Santa Casa, que chegou a ficar fechado em 2013, e ceder unidades que serão construídas. Ao todo, o projeto prevê duas torres de apartamentos, com 82 metros de altura, alinhadas ao edifício do Ministério da Fazenda.

Em 2015, o Iphan chegou a montar um Grupo de Trabalho para avaliar o projeto. No ano seguinte, a então superintendente substituta do Iphan no Rio, Mônica da Costa, chegou a dizer que não tinha nada a opor em relação à demolição dos estabelecimentos, mas ressaltou que as obras deveriam ser realizadas com extremo cuidado e acompanhamento de equipe de arqueologia.

No ano seguinte, o Inepac - vinculado à Secretaria de Estado de Cultura - e o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade - braço do município - também declararam nada opor à pretensão de revitalização da área.

Procurados, o Iphan, a Secretaria de Estado de Cultura e as secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Urbano ainda não se posicionaram.

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