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Docentes e técnicos da UERJ cobram salários e recomposição do orçamento

Categorias reivindicam pagamentos atrasados e retorno de auxílios; universidade e governo dizem buscar soluções

João Boueri
JOÃO BOUERI

07/04/2026 • 11:33 • Atualizado em 07/04/2026 • 11:33

Professores se reuniram com deputados estaduais para discutir a situação orçamentária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professores se reuniram com deputados estaduais para discutir a situação orçamentária da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Reprodução/Redes Sociais

Estudantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro já avaliam perder as férias de meio do ano e de final do ano para recompor as aulas perdidas durante a greve iniciada no dia 25 de março.

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Na segunda-feira (6), a paralisação do Sindicato dos Docentes da Uerj completou uma semana.

Na manhã desta terça-feira (7), os professores se reuniram com deputados estaduais para discutir a situação orçamentária da universidade.

Na semana passada, a reitora Gulnar Azevedo também pediu uma uma reunião com o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, para tratar de assuntos "urgentes" da Uerj.

Técnico-universitários vão aderir ao movimento na quinta-feira (9). No mesmo dia, uma manifestação junto com a rede estadual vai ser realizada durante a tarde na sede da Assembleia Legislativa do Rio, no Centro.

O estudante de Ciências Sociais Fábio Amaral afirma que concorda com as reivindicações da categoria, mas destaca que o calendário acadêmico já foi prejudicado.

Acontece que esse período de greve é prejudicial a todos, a gente entende que é necessário, a gente tem essa necessidade, talvez no momento atual sem um governador, a gente não sabe como que fica os próximos capítulos, por assim por assim de ser, mas é prejudicial a todos porque o calendário acadêmico é atrasado, a gente depois quando volta, a gente tem três semestres em um ano, as nossas férias elas são interrompidas, as nossas férias no meio do ano e no final do ano eles não existem porque precisa recompor essa carga horária de aula que foram perdidas durante a greve. Os alunos que precisam se formar acabam tendo esse atraso na formação, o planejamento que a gente tem no início de semestre acaba não tendo efeito, porque a gente tem que mudar a nossa vida completamente das matérias que a gente pega, quanto a gente vai pegar agora, então é bem complicado porque fica a todo mundo, mas é necessário, a gente entende que tem essa necessidade, mas é bem complicado o período de greve, a gente não sabe.

A Associação de Docentes da universidade cobra recomposição salarial e do orçamento da universidade. Os técnicos também cobram o retorno dos auxílios à educação e saúde suspensos há três anos.

Os professores cobram o pagamento de duas parcelas da recomposição salarial que foi acordada em 2021. Ainda segundo os profissionais, o governo realizou o primeiro pagamento em 2022, mas faltam os valores de 2023 e 2024.

Em nota, a UERJ disse que precisa cumprir a sua missão educacional, científica, tecnológica e de prestação de serviços à sociedade. A universidade ainda acrescentou que segue procurando dialogar com os diferentes setores, tentando encontrar soluções que garantam as condições do seu pleno funcionamento.

Procurado, o Governo do Rio afirmou que trabalha para garantir a saúde financeira do Estado, e, ao mesmo tempo, implementar políticas de valorização do funcionalismo, por meio de uma gestão planejada, de medidas para equilibrar despesas e receitas e de ações para aumentar a arrecadação.

Ainda de acordo com o Estado, haverá ajuste no processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados e que o Rio encontra-se sob as regras do Regime de Recuperação Fiscal, sob efeito de liminar, com um cenário fiscal ainda desafiador sob o princípio do equilíbrio das contas públicas.

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