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Duas pessoas em situação de rua são mortas a tiros embaixo de viaduto em Irajá

Ataque ocorreu de madrugada na Avenida Martin Luther King; uma terceira vítima está em estado grave

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

17/10/2025 • 08:55 • Atualizado em 17/10/2025 • 08:55

O crime aconteceu embaixo do viaduto do Metrô, em Irajá, na Avenida Pastor Martin Luther King

O crime aconteceu embaixo do viaduto do Metrô, em Irajá, na Avenida Pastor Martin Luther King

Produção Rádio BandNewsFM Rio

A Polícia Civil do Rio investiga a morte de dois homens em situação de rua, atingidos por disparos enquanto dormiam embaixo do viaduto da estação de metrô de Irajá, na Zona Norte da cidade. Uma terceira vítima foi levada ao Hospital Municipal Getúlio Vargas, em estado de saúde considerado grave.

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De acordo com o relato de testemunhas, bandidos teriam passado de carro pelo local durante a madrugada desta sexta-feira (17) e abriram fogo. Cerca de sete pessoas viviam sob o viaduto.

Segundo a Polícia Civil, os disparos foram feitos de fuzil e pistola.

Uma das vítimas foi identificada como Etevaldo, que era conhecido pelos frequentadores do entorno como Bahia. Um morador em situação de rua que frequenta uma área próxima diz que Bahia veio de Salvador sozinho. Ele preferiu não se identificar.

A região é palco de uma disputa territorial entre facções criminosas rivais. A comunidade das Malvinas, próxima do ponto em que o crime ocorreu, é dominada pelo Terceiro Comando Puro, enquanto o Morro do Juramento é comandado pelo Comando Vermelho.

De acordo com um funcionário da Assistência Social, que costuma realizar ações ao lado da estação de metrô, criminosos já tinham jogado uma granada no local há duas semanas.

O percussionista Lucas Xaxará conta que desde 2022, o bloco de carnaval que ele dirige costuma ensaiar no viaduto. Ele diz que os moradores dali interagiam com o projeto.

"O pessoal que morava aqui embaixo do metrô sempre participava, o Etevaldo, Bahia, era uma dessas pessoas que sempre estava com a gente, cantava, era atingido pelo projeto. A família do Etevaldo ficou em Salvador. Ele veio pra cá já há muito tempo. Super tranquilo. Pelo menos assim, que a gente saiba, não tinha nenhum envolvimento. Com a gente, pelo menos, ele não teve nenhuma atividade suspeita. Alguns cortejos que a gente fez aqui na Monsenhor Félix eles ajudaram, foram de apoio, curtiam, dançavam. Era também um entretenimento pra eles, então era uma forma de lazer que a gente oferecia."

A Delegacia de Homicídios realizou perícia no local e busca imagens de câmeras de segurança para tentar esclarecer a autoria e motivação do crime.

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