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‘É uma afronta à sociedade’, diz juíza sobre atestado falso de ‘Menor Piu’

Em entrevista exclusiva à BandNews FM, a magistrada explicou os motivos que a levaram a manter a semiliberdade do adolescente

João Boueri
JOÃO BOUERI

06/08/2025 • 11:42 • Atualizado em 06/08/2025 • 11:42

"Menor Piu" com o irmão "Mato Velho"

"Menor Piu" com o irmão "Mato Velho"

Reprodução/TV Band

A juíza que manteve a medida socioeducativa de semiliberdade ao “Menor Piu” considera a apresentação de um atestado falso pelo adolescente uma afronta ao sistema. Juliana Kalichsteinz concedeu entrevista exclusiva à BandNews FM na terça-feira (5). O adolescente, considerado um dos maiores ladrões de carro do Rio, apresentou o documento para não ser internado em uma unidade do Degase. Ele é considerado evadido do sistema.

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O jovem, que também é apontado como segurança de um dos chefes do Comando Vermelho, tem diversas passagens pela polícia, inclusive por tentativa de homicídio. No mês passado, o adolescente de 17 anos se entregou à Polícia Civil após ser procurado na casa do rapper Oruam, preso por ao menos oito crimes.

No dia seguinte, a juíza Juliana Kalichsteinz decidiu manter a decisão que permite a saída da unidade de internação durante o dia e a permanência em casa aos finais de semana.

Segundo a magistrada, a decisão foi embasada em uma outra determinação judicial, que progrediu “Menor Piu”, em maio. O adolescente cumpria internação desde dezembro do ano passado após atirar contra policiais militares.

Em maio, com a progressão e a falta de vagas na capital fluminense, o menor foi transferido para Duque de Caxias - área de atuação da juíza Juliana Kalichsteinz, titular da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso do município da Baixada Fluminense.

O adolescente apresentou um pedido que constava a necessidade de realizar exames médicos e nunca mais retornou.

Agora, com um novo mandado de busca e apreensão também expedido pelo juíz Glauber Bittencourt, o adolescente é considerado novamente foragido. Na decisão, o magistrado destacou que o menor está no segundo descumprimento e aparente ter dificuldades de cumprir as medidas.

No último final de semana, “Menor Piu” publicou nas redes sociais. Após apresentar um atestado falso no final de julho, o adolescente postou um vídeo dizendo que daria a volta por cima.

A juíza Juliana Kalichsteinz classificou a atitude do menor de apresentar um atestado falso como uma afronta à sociedade.

O adolescente também é apontado como um dos responsáveis por motins, agressão a funcionários e incêndios dentro de uma unidade do Degase.

Das sete passagens pela Vara da Infância e da Juventude, "Menor Piu" já teve cinco mandados de busca e apreensão de medidas socioeducativa de internação.

A primeira internação decretada contra o adolescente foi aplicada em abril de 2022. Na ocasião, "Menor Piu" tinha 12 anos quando participou de um roubo com uso de arma de fogo contra três pessoas.

A penúltima internação é de novembro de 2024, quando o juiz Glauber Bitencourt Soares da Costa disse que o adolescente ainda não estava ressocializado e determinou o retorno dele ao Degase. No entanto, o menor foi encontrado só no final daquele mês quando foi apreendido durante uma tentativa de homicídio contra policiais militares.

Já o irmão de "Menor Piu", conhecido como "Mato Velho", teve a última internação decretada após uma tentativa de homicídio de policiais militares. O caso aconteceu em novembro do ano passado. Rychard Victor Azevedo dos Santos carregava um dos dois fuzis apreendidos depois da apreensão em flagrante. Entre os armamentos, uma AK-47.

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