
Mosquitos da dengue
Reprodução Agência Brasil
O Rio de Janeiro pode registrar um aumento de cerca de 73% nos casos de dengue no segundo semestre deste ano por causa dos efeitos do El Niño. A estimativa faz parte de um levantamento do InfoDengue, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz e pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Ministério da Saúde.
O estudo aponta que o Sudeste será a região mais afetada, com previsão de crescimento de aproximadamente 61% nos casos de dengue. Entre os estados da região, o Rio aparece com a maior alta estimada, seguido por São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, ele deve se desenvolver até julho, com efeitos esperados nos meses seguintes.
De acordo com os pesquisadores, o aumento da temperatura e das chuvas favorece a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, o que pode ampliar a circulação da doença.
Na capital fluminense, dados do observatório epidemiológico EpiRio mostram que cerca de 3 mil casos de dengue foram registrados neste ano. O bairro de Campo Grande, na Zona Oeste, concentra o maior número de ocorrências, com 578 casos.
Procurada pela BandNews FM, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, até 27 de junho, realizou quase seis milhões de vistorias em imóveis para combater o mosquito. Segundo a pasta, cerca de 815 mil depósitos que poderiam servir de criadouros foram tratados ou eliminados.
A secretaria informou ainda que a população pode solicitar vistorias para possíveis focos do mosquito por meio da Central 1746.
Segundo o InfoDengue, o Centro-Oeste é a única região do país que não deve registrar aumento de casos da doença em razão dos efeitos do El Niño.
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