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Em meio a denúncias, pesquisadores ensinam como identificar fraudes na oferta de alimentos

A iniciativa é fruto de um acordo de cooperação entre a UFRJ e a Prefeitura da capital fluminense

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

21/02/2025 • 14:16 • Atualizado em 21/02/2025 • 14:16

Carnes que ficaram submersas na enchente do Rio Grande do Sul

Carnes que ficaram submersas na enchente do Rio Grande do Sul

Reprodução/PCERJ

Em meio a denúncias de venda de comida estragada, como das carnes que ficaram submersas na enchente do Rio Grande do Sul, pesquisadores ensinam a população a identificar fraudes na oferta de alimentos. A iniciativa é fruto de um acordo de cooperação entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Prefeitura da capital fluminense, estabelecido em 2022. Para isso, os professores do Laboratório de Farmacobotânica da Faculdade de Farmácia têm publicado livros digitais, em parceria com o Laboratório Municipal de Saúde Pública, vinculado ao Instituto Municipal de Vigilância Sanitária. A primeira obra foi lançada em dezembro do ano passado, um mês antes da divulgação do caso da venda de carnes estragadas. Nela, os pesquisadores explicam como identificar a colocação de amido nos alimentos, para o aumento de volume e consistência. A prática pode trazer riscos para os celíacos. O segundo volume é voltado para a verificação de boas práticas de higiene e como visualizar mais de 30 diferentes fragmentos de insetos nos alimentos. O terceiro livro digital deve ser lançado em abril, sobre fraudes em chás, e o quarto e último, "Pelos de mamíferos encontrados nos alimentos", deve estar disponível até junho. O coordenador do projeto, professor André Luis de Alcantara Guimarães, explica que o objetivo é trazer orientações práticas para a população e ajudar ainda os técnicos da Vigilância Sanitária.

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O que a gente faz não é avaliar especificamente a carne, vai além, é avaliar o cafezinho que você toma. Ele está contaminado com o que? Todos esses materiais que nós fornecemos até agora são públicos, gratuitos. Mas claro que uma pessoa que esteja à frente de um laboratório de avaliação de alimento, seja fiscal ou não, pode utilizar aquilo como consulta. Isso é uma carência da literatura. A gente precisa fornecer bases para que os analistas da Vigilância Sanitária consigam identificar se aquele chá está com a planta correta ou não. Eu posso te dar o exemplo das feiras livres e produtos a granel. A gente já teve a atuação e produziu o material para ajudá-los.

A parceria entre UFRJ e Vigilância Sanitária para pesquisas conta com estudantes de iniciação científica e pós-graduandos de diversas áreas, além dos profissionais do laboratório municipal, que também recebem treinamento. Problemas identificados pela Vigilância Sanitária na análise de alimentos também contam com a UFRJ para a resolução. Uma parceria com o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz também está sendo negociada.

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