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Empresários ligados a contraventores querem explorar videoloteria em 28 cidades do Rio

A documentação da "Too All Games Operações Lotéricas Limitada" ainda é analisada pela Loteria do Estado do Rio

João Boueri
JOÃO BOUERI

26/09/2025 • 14:40 • Atualizado em 26/09/2025 • 14:40

A empresa já opera um site de apostas eletrônicas após autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro

A empresa já opera um site de apostas eletrônicas após autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro

Reprodução

O plano de negócios da empresa que tem como sócios parentes da família dos contraventores Capitão Guimarães e Rogério de Andrade para explorar os terminais de videoloteria no estado do Rio prevê atuação em 28 municípios. A documentação da "Too All Games Operações Lotéricas Limitada" ainda é analisada pela Loteria do Estado do Rio.

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A reportagem da BandNews FM teve acesso ao plano de negócios. A empresa pretende instalar mais de 9.000 terminais de videoloteria. O investimento seria em torno de R$ 100 milhões. Cinco anos depois, o retorno seria sete vezes maior.

Entre o quadro societário do grupo, estão empresas envolvidas com famílias de bicheiros e representadas por Ailton Guimarães Jorge Júnior, filho de Capitão Guimarães; Fernando Andrade de Lima Souto, sobrinho de Castor de Andrade e primo de Rogério de Andrade. Ele já foi investigado pelo Ministério Público por possível participação deles em homicídios relacionados ao controle do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

A "To All Games Operações Lotéricas Limitada" chegou a receber autorização do município para instalar máquinas de videoloteria na Tribuna A do Hipódromo da Gávea, no Jockey Club Brasileiro, na Zona Sul. Mas, dias depois, a Secretaria Municipal de Ordem Pública e cassou o alvará de licença.

A empresa já opera um site de apostas eletrônicas após autorização da Loteria do Estado do Rio de Janeiro. O valor da outorga passou dos R$ 5 milhões.

Em agosto, o governador do Rio, Cláudio Castro, regulamentou as máquinas de apostas eletrônicas legalizadas. Segundo o político, o objetivo era acabar com o processo de contravenção.

A regulamentação não foi aceita pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, que chegou a dizer que vetaria a concessão de alvará para estabelecimentos que possuam ou utilizem equipamentos do tipo.

Procurados, o Governo do Rio e a empresa citada ainda não se posicionaram.

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