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Especialistas afirmam que falta de dados sobre cobertura vacinal dos adultos impacta campanhas

O Ministério da Saúde vem realizando novas ações para disponibilizar mais informações sobre a vacinação de adultos

Fernanda Caldas
FERNANDA CALDAS

17/03/2025 • 14:14 • Atualizado em 17/03/2025 • 14:14

A falta de campanhas para este público acarretam no aumento da desinformação dos adultos

A falta de campanhas para este público acarretam no aumento da desinformação dos adultos

Reprodução

Especialistas afirmam que a falta de dados sobre a cobertura vacinal de rotina dos adultos impacta na ausência de campanhas para a faixa etária. Segundo fontes da BandNews FM, o Ministério da Saúde vem realizando novas ações para disponibilizar mais informações sobre a vacinação de adultos. De acordo com os médicos que atuam na área, os dados percentuais de adultos que estão em dia com todas as doses das vacinas recomendadas são escassos e representam uma falha no sistema de vigilância do país. A falta de campanhas para este público acarretam no aumento da desinformação dos adultos sobre como manter a carteira de vacinação atualizada. A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, afirma que apesar dos dados não serem divulgados, existem estudos que comprovam que a maior parte dos adultos no Brasil não está com o calendário de vacinação em dia. Segundo especialistas, dos 20 aos 59 anos a recomendação de vacinas depende principalmente do histórico vacinal de cada pessoa. Por exemplo, as vacinas de hepatite A e B e sarampo são recomendadas para todos os adultos que não foram vacinados. No entanto, se a pessoa já tomou durante a infância elas não são necessárias. Uma vacina que é recomendada para os adultos a partir dos 50 anos é a de Herpes Zóster. O imunizante é aplicado em duas doses com intervalo de dois meses e é a principal forma de prevenir a doença e complicações severas. Em 2023, o Brasil registrou 127 mil casos da doença, um aumento de 568% em relação a 2022. Adultos de diferentes idades relataram que enfrentam dificuldades para encontrar informações sobre quais vacinas devem tomar depois da infância. Os especialistas também recomendam que todos os adultos de até 60 anos se vacinem contra a Dengue. Para a presidente da Associação Brasileira de Imunizações, a vacinação é uma responsabilidade social que cada pessoa tem com a população. No site da associação www.sbim.org.br é possível encontrar as vacinas recomendadas para cada faixa etária. Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde disse que está em curso a modernização do sistema de informação pelo Ministério da Saúde, que passará a organizar as informações de forma nominal (por CPF).

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