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Especialistas dizem que nova regra do STJ sobre porte de armas enfraquece combate ao crime

Eles acreditam que a decisão do STJ acarreta na diminuição da pena dos criminosos

Fernanda Caldas
FERNANDA CALDAS

13/02/2025 • 17:00 • Atualizado em 13/02/2025 • 17:00

Supremo Tribunal de Justiça

Supremo Tribunal de Justiça

Reprodução/Agência Brasil

Especialistas afirmam que a decisão do Superior Tribunal de Justiça que estabeleceu novas regras na tipificação do porte de arma de fogo usada para o tráfico de drogas enfraquece o combate ao crime organizado.

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A determinação da Terceira Seção do STJ é de dezembro do ano passado. De acordo com a medida, os acusados só vão poder ser condenados por porte de arma de fogo e tráfico de drogas se ficar provado que o armamento era utilizado em outro contexto.

Em entrevista a um podcast, o governador Cláudio Castro, criticou a decisão.

Para especialistas, a decisão do STJ acarreta na diminuição da pena dos criminosos, uma vez que ao invés das penas dos dois crimes serem somadas, o porte de arma de fogo será só um agravante do crime de tráfico de drogas.

O advogado criminalista Mozar Carvalho afirma que a determinação pode colaborar com o aumento de ações por parte de criminosos.

Já o advogado criminalista e professor de Direito Penal e Processo Penal, Leonardo Pantaleão, alega que a medida usa como base o que já é feito na tipificação de outros delitos.

Segundo o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, o entendimento do STJ sobre a possibilidade de absorção parte da premissa de que a posse ou o porte de arma de fogo, nesses casos, é apenas um meio instrumental para viabilizar ou facilitar a prática do crime de tráfico de drogas. Dessa forma, a conduta referente à arma de fogo é absorvida pela prática do outro delito, evitando, segundo o STJ, a duplicidade de punição.

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