
Igor Melo de Carvalho
Reprodução
O estudante Igor Melo, que foi baleado ao ser confundido com um bandido na Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirma que está se recuperando bem e agradece o apoio que recebeu após o episódio. Ele teve alta médica na manhã de domingo (2), após cinco dias internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas.Em um vídeo publicado nas redes sociais, Igor relembrou os momentos de tensão e afirmou que o pior já passou. O estudante também afirmou que agora está focado na recuperação.
Estou aqui nessa luta. Uma luta que é diária, uma luta que é horária, uma luta que é contínua, mas que eu tenho a ciência que o pior já passou. Todo o medo, todo o receio, toda a ansiedade já passou, e agora o foco total é na minha recuperação. Mas eu não poderia deixar de passar aqui para agradecer a imensa onda de gratidão, de bondade, de amor que recebi de cada uma das pessoas que se solidarizaram comigo e me mandaram boas vibrações.
Igor foi baleado na madrugada de segunda-feira (24), quando voltava do trabalho em uma moto de aplicativo. O autor dos disparos foi um policial militar reformado, identificado como Carlos Alberto de Jesus, que atirou duas vezes contra ele e o mototaxista Thiago Marques. As vítimas chegaram a ser detidas, mas foram liberadas após a audiência de custódia.Antes de receber alta, ainda no hospital, Igor Melo gravou um vídeo pedindo justiça.
Só peço por justiça, que a justiça seja feita a melhor forma possível. Também peço justiça pelo meu amigo Thiago. Amigo porque temos um laço de amizade, porque a forma que ele me acolheu e me acudiu é de irmandade mesmo.
Em um primeiro momento, o policial militar afirmou que atirou após ver o estudante armado. Depois, passou a dizer que Igor fez um movimento interpretado por ele como se estivesse pegando uma arma.No domingo, o mototaxista Thiago Marques desfilou como destaque de um dos carros da Mangueira, na Marquês de Sapucaí, e afirmou que a presença dele na apresentação era, também, um pedido de justiça.
Foi um momento de alegria, um momento de aproveitar esse convite da Mangueira para a gente poder também passar uma mensagem de que queremos justiça, uma mensagem que não acabou ainda. Estou aqui agora, o Igor se encontra em casa, mas ainda não acabou, essa é a mensagem que a gente quer passar.
A Polícia Civil investiga o caso.
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