
As investigações começaram em 2016 após o Vaticano alertar sobre a doação suspeita
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O ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) José Gomes Graciosa foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 13 anos de prisão em regime inicialmente fechado por lavagem de dinheiro. Ele também terá de devolver R$ 3,799 milhões aos cofres públicos.
O valor corresponde a uma doação de quase US$ 1 milhão feita ao Vaticano por uma empresa sediada nas Bahamas e ligada a Graciosa, considerada suspeita pela Santa Sé, que comunicou o caso às autoridades brasileiras.
A esposa do conselheiro, Flávia Graciosa, foi condenada pelo mesmo crime a três anos de prisão, com pena substituída por prestação de serviços. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o casal mantinha mais de 1 milhão de francos suíços em contas no exterior, supostamente de origem ilícita.
As investigações começaram em 2016 após o Vaticano alertar sobre a doação suspeita. Em 2017, Graciosa foi preso temporariamente na Operação Quinto do Ouro, que apurou crimes de corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo cinco conselheiros do TCE-RJ.
Em dezembro de 2025, Graciosa recomendou o afastamento de membros da diretoria do Rioprevidência e do Comitê de Investimentos do fundo, sendo relator de auditoria sobre as relações financeiras entre o Rioprevidência e o Banco Master.
Em setembro do ano passado, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o retorno de Graciosa ao TCE-RJ, citando excesso de prazo no afastamento. Até o momento, o Tribunal de Contas informou que ainda não foi notificado da decisão do STJ.
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