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Ex-subsecretário já foi citado em escândalo na Loterj

José Carlos Simonin foi denunciado pelo MP no caso, mas não houve condenação

Da redação
DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 12:27 • Atualizado em 10/03/2026 • 12:27

José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

Reprodução

O ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, José Carlos Costa Simonin, já havia sido citado em um escândalo envolvendo a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).

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Ele era diretor de operações da autarquia quando surgiu uma investigação sobre pagamento de propinas dentro da loteria estadual. O Ministério Público chegou a denunciar o advogado pelo crime de associação criminosa, mas não houve condenação.

Segundo as investigações da época, o Consórcio Combralog venceu, em 2002, a licitação para fornecer o serviço de loteria online ao Estado. O dono da empresa era o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

De acordo com o Ministério Público, negociações de propina e doações para campanhas políticas que ultrapassaram R$ 160 milhões ocorreram diretamente com o então presidente da Loterj, Waldomiro Diniz da Silva. Ele e Carlinhos Cachoeira foram condenados pelo crime.

José Carlos Simonin foi indicado ao cargo por Waldomiro Diniz, que havia sido nomeado presidente da Loterj pelo então governador Anthony Garotinho. Em outubro daquele ano, Rosinha Garotinho venceu as eleições para o Governo do Rio. No ano seguinte, Simonin foi nomeado presidente da Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro (Cehab).

No dia 4 de março, Simonin foi demitido do Governo do Estado após a BandNews FM revelar o grau de parentesco entre ele e o filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin. O jovem está preso no Complexo de Benfica, na Zona Norte do Rio, acusado de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul.

Além dele, Bruno Felippe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins também estão presos. Um adolescente apontado como mentor do crime foi apreendido e cumpre medida socioeducativa de internação provisória.

Nos últimos dias, o advogado da vítima, Rodrigo Mondego, divulgou um print de uma mensagem em que o ex-subsecretário o chama de “vagabundo” e afirma que ele deveria trabalhar para pagar as contas em vez de tentar ganhar fama.

Uma mulher também registrou uma possível ameaça de José Carlos Simonin na Delegacia de Copacabana. No registro de ocorrência, ela afirma que o ex-subsecretário respondeu a um story publicado por ela no Instagram sobre o caso de estupro.

A Polícia Civil investiga a possibilidade de crime de coação cometido por Simonin. A Delegacia de Copacabana também analisa a eventual prática de outros crimes.

O ex-subsecretário excluiu as redes sociais na segunda-feira (9). Procurado, José Carlos Costa Simonin ainda não se manifestou.

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