
No último domingo (25), ele foi transferido para o estado da Louisiana sem que os familiares fossem informados
Reprodução
A família do carioca Matheus Silveira, de 31 anos, detido pelo Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), conseguiu fazer contato com ele após três dias sem comunicação. Segundo a esposa, Matheus afirmou estar seguro, apesar das condições do centro de detenção onde está preso.
Matheus foi detido em novembro, em San Diego, na Califórnia, enquanto participava de uma entrevista para obtenção do visto permanente. No último domingo (25), ele foi transferido para o estado da Louisiana sem que os familiares fossem informados. O contato com a esposa, Hannah Silveira, ocorreu apenas nesta quarta-feira (28), em uma ligação de cerca de três minutos, tempo autorizado pelos agentes.
Hannah afirma que Matheus foi induzido a assinar um documento sem a presença de um advogado. Segundo ela, ele acreditava que a assinatura autorizaria a transferência para um centro de detenção próximo ao aeroporto, já que havia optado pela saída voluntária dos Estados Unidos para viver no Brasil com a esposa, com liberação judicial para viajar em voo comercial.
Ainda de acordo com Hannah, Matheus está sem os óculos, o que teria dificultado a leitura do documento. Ela diz que, em vez de ser levado para uma unidade próxima ao aeroporto, ele foi transferido para um centro de detenção a cerca de duas horas de distância, em Richwood, na Louisiana.
A Louisiana é o estado de onde partem voos com deportados. A família contesta a deportação, alegando que Matheus havia escolhido a saída voluntária do país.
Hannah também publicou imagens do centro de detenção de Richwood que mostram as condições do local. Em 2023, um documento do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos apontou que a unidade apresentava problemas que comprometem a saúde, a segurança e os direitos dos detentos, incluindo áreas sem condições adequadas de limpeza e higiene. O relatório também cita restrições a visitas legais e à realização de ligações, sem justificativa.
Apesar do contato recente, a família ainda não recebeu informações sobre quando Matheus deve retornar ao Brasil. Os familiares também relatam demora na atuação dos consulados brasileiros, que enfrentariam dificuldades para obter informações sobre o caso.
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