
Miguel de Castro, de 50 anos
Reprodução
A família de um cineasta carioca busca informações sobre o paradeiro dele. Miguel de Castro, de 50 anos, que desapareceu após as forças navais israelenses interceptarem embarcações à caminho de Gaza, na noite de quarta-feira (1°).
Miguel estava em uma missão pacífica para levar alimentos e medicação para a faixa de Gaza. A madrasta do cineasta, Marta Viveiros, conta que o enteado está há um mês na região, para fazer trabalho voluntário. Marta afirma que ela e o marido, pai de Miguel, perderam completamente o contato com ele.
O carioca estava a bordo do barco Catalina, da delegação pacífica e não-violenta Global Sumud Flotilla. Além dele, outro brasileiro, João Aguiar, está desaparecido. De acordo com a organização, João estava a bordo do veleiro Mikeno.
A equipe acompanhava a embarcação até que, às 19h35, o contato e o acesso às câmeras foram perdidos, após um ataque israelense. Foram registrados jatos de água de odor fétido sendo lançados diretamente contra os participantes.
Centenas de participantes foram sequestrados e levados a bordo de um navio de guerra. Foram confirmadas as interceptações e sequestro de 12 membros, que estão detidos no porto militar de Ashdod.
A coordenadora da delegação brasileira da Global Sumud Flotilla, Lara Souza, disse que as formas de comunicação com os desaparecidos e os detidos foi interceptada e destruída.
Nós não temos nenhuma informação sobre as condições de saúde deles, nós não tivemos nenhuma forma de contato, não foi permitido o acesso consular, inicialmente não foi permitido o acesso dos advogados também. Os rádios dos barcos foram interceptados e nós não conseguimos mais contato com os ativistas João Aguiar e Miguel de Castro. O governo israelense não permitiu o auxílio da embaixada e informou à embaixada brasileira que eles só poderiam prestar apoio consular amanhã. Nós ainda não temos nenhuma informação, estamos há 24 horas sem notícias.
Segundo a delegação, a Embaixada do Brasil em Israel informou que, devido ao feriado de Yom Kippur, o atendimento consular só estaria autorizado a partir do dia 3 de outubro. No entanto, o grupo de advogados relatou ter recebido ligações de participantes informando que as autoridades de imigração israelenses já iniciaram audiências preliminares de deportação e emissão de ordens de prisão no porto de Ashdod.
A Global Sumud Flotilla exige que sejam confirmados os cidadãos brasileiros sequestrados pelas forças israelenses e que seja imediatamente informado o paradeiro dos brasileiros.
Fontes da BandNews FM afirmam que o Itamaraty tem conhecimento do caso e busca mais informações.
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