
Thiago Menezes
Reprodução/Bora Brasil
A família do adolescente Thiago Menezes Flausino, morto em agosto de 2023 na Cidade de Deus, Zona Sudoeste do Rio, vai recorrer da absolvição dos dois policiais militares julgados pelo homicídio.
Após dois dias de sessão, o Júri Popular decidiu por não condenar Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal, por quatro votos a três. O veredito aconteceu mesmo com o reconhecimento dos jurados sobre a materialidade dos crimes.
Thiago Flausino estava na garupa de uma moto na entrada da comunidade quando os PMs, que estavam em um carro particular, abriram fogo com disparos de fuzil. O adolescente, de 13 anos à época, morreu no local. O piloto da moto, Marcos Vinicius de Sousa Queiroz, também foi baleado na mão.
Em depoimento durante o julgamento, os agentes alegaram que Thiago estaria armado e teria atirado contra eles, o que foi contrariado por outras testemunhas, além de nenhuma arma ter sido apreendida. A defesa também apresentou imagens em que, supostamente, o adolescente aparece armado e mensagens do celular dele que indicariam um envolvimento com o crime.
Para a mãe de Thiago, Priscila Menezes, a sensação durante os dois dias de júri era de que o adolescente estava sendo julgado.
Eu só via ali mesmo apontando sempre o Thiago, como se o Thiago que tivesse sentado no banco dos réus. Não foi julgado ali o dia 7, foi julgado conversas aleatórias que foram encontradas no telefone do Thiago, conversas de grupos, fotos que ele poderia ter tirado em algum momento, achando que estava tirando onda, sei lá, para se mostrar. E aí, infelizmente, foi isso que aconteceu. Não foi provado que o Thiago era envolvido. Infelizmente, prova que ali, no TJ, não existe justiça para a gente da favela. A impunidade foi mostrada ali. Tantas provas contra os policiais e eles foram absolvidos.
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