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Familiares de militar morto em serviço denunciam falta acolhimento da FAB

Os familiares precisaram fazer um enterro particular para Bruno, que foi realizado na manhã desta terça-feira (14)

ERICKA LEVIGARD

14/10/2025 • 19:12 • Atualizado em 14/10/2025 • 19:12

Bruno Guimarães Ferraz, de 20 anos

Bruno Guimarães Ferraz, de 20 anos

Reprodução

Parentes do militar Bruno Guimarães Ferraz, de 20 anos, que morreu durante o serviço no último final de semana, afirmam que houve desamparo, descaso e falta acolhimento por parte da Força Aérea Brasileira.

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Segundo parentes, Bruno ingressou em maio na FAB e estava saudável.

A prima de Bruno, Maisa Guimarães, contou que ele foi encontrado sem vida na manhã de segunda-feira (13), na guarita do quartel da Base Aérea dos Campos dos Afonsos, na Zona Oeste do Rio, onde iniciou o plantão no dia anterior. Maisa disse que telefonaram para a mãe do militar comparecer ao hospital, onde ninguém a deu assistência. Ao serem informadas da morte, pediram para que ela e a irmã fossem ao quartel, onde vivenciaram mais descaso.

Chegou lá eles não deram nada dele nem para a mãe e nem para as tias nem celular nem nada dele falaram que ia para pericia as coisas dele não deram para ele. O corpo foi para fazer a necrópsia... o necropsia... e... não foi relatada a causa morte... não foi dada a causa morte. Está no laudo de que não foi dado causa morte ainda... que leva até 40 dias para eles conseguirem dar um laudo escrito qual foi a causa morte.

Os familiares precisaram fazer um enterro particular para Bruno, que foi realizado na manhã desta terça-feira (14), no Cemitério Magé 2, na Baixada Fluminense.

E só que a indignação que fica é da gente não saber, né? Um menino de 20 anos que morre dentro do quartel e ninguém dá uma assistência, ninguém fala para a gente o que aconteceu, e a gente fica ter que resolver tudo igual que tivemos que resolver. E essa é a nossa raiva, né? Raiva, sabe? A gente está só triste porque o descaso que eles têm com a gente da família, com ele que era um militar, né?

Questionada, a Força Aérea Brasileira lamentou o ocorrido e reforçou que presta todo o apoio necessário à família do militar. A FAB também ressaltou que foi instaurado um procedimento administrativo para apurar os fatos e tomar medidas cabíveis no âmbito militar.

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