
Rocinha
Fernando Frazão/Agência Brasil
As favelas da Rocinha e Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, e Paraisópolis, em São Paulo, possuem os maiores porcentuais de moradores vivendo em trechos de vias acessíveis apenas por moto, bicicleta ou a pé.
Os dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo IBGE, como parte do Censo 2022, apontam que o país possuía 19,2% da população de favelas ou comunidades urbanas morando em vias sem acesso para carros, caminhões, ônibus e veículos de transporte de carga, enquanto fora dessas comunidades, 1,4% da população convivia com essa situação.
A pesquisa aponta que o cenário afeta serviços como a coleta de lixo, com a maior disparidade na cobertura para o serviço entre as favelas e as áres externas registrada na região Sudeste. Em comunidades, 48,6% dos moradores que viviam em ruas acessíveis apenas a veículos menores tinham lixo coletado diretamente por serviço de limpeza, enquanto nas áreas externas a esses territórios, o porcentual saltou para 73,3%.
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