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Ferro-velho irregular e suspeito de receptação é demolido no Maracanã, Zona Norte do Rio

A construção ocupava uma área pública de cerca de 1.000 metros quadrados, onde também funcionava um depósito

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

20/02/2025 • 11:40 • Atualizado em 20/02/2025 • 11:40

O ferro-velho não possuía qualquer licença e alvarás

O ferro-velho não possuía qualquer licença e alvarás

Reprodução/Seop

Um ferro-velho irregular na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, Zona Norte do Rio, é demolido na manhã desta quinta-feira (20) em operação da Secretaria de Ordem Pública.

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A construção ocupava uma área pública de cerca de 1.000 metros quadrados, onde também funcionava um depósito. O ferro-velho não possuía qualquer licença e alvarás da Prefeitura para o funcionamento.

Segundo a Seop, as investigações apontaram que o estabelecimento realizava a compra ilegal de cobre e outros materiais, com uma movimentação intensa durante a noite e madrugada, principalmente de usuários de drogas.

O estabelecimento já havia sido alvo de pelo menos outras quatro operações, quando foram foram apreendidos objetos sem procedência e drogas, como explica o secretário de ordem Pública, Brenno Carnevale

Esse ferro-velho já havia sofrido fiscalizações pela Secretaria de Ordem Pública, ocasiões em que foram apreendidos cobre sem procedência, droga ilícita, do tipo crack, máquinas de caça níquel. E hoje, a gente também fez a apreensão de cobre sem procedência, além de papeleiras da Comlurb. Além da fiscalização, esse ferro-velho será demolido, tendo em vista que seus muros utilizavam áreas públicas. Essa é uma operação que tem como propósito coibir o furto de cabos e coibir a receptação desses produtos. - disse o secretário.

De uma janela do segundo andar do estabelecimento, um balde era jogado para fazer a troca entre o material comprado e o dinheiro do pagamento. Na parede, havia uma tabela de preços para os diferentes tipos de objetos, como chumbo, alumínio, metal, panela, motores e radiadores.

O espaço fica ao lado da entrada da favela do Metrô, uma extensão da comunidade da Mangueira, que sofre influência do tráfico de drogas. A estimativa da Prefeitura é de um prejuízo de R$ 1,5 milhão aos responsáveis com a demolição.

Além dos materiais sem procedência e papeleiras da Comlurb, cordões de crachá da Prefeitura foram encontrados durante a operação desta quinta-feira (20). A Polícia Civil, que também participou da ação, vai investigar a origem dos objetos.

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