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Fim de acordo entre facções pode fortalecer tensões nos presídios, segundo especialistas

Os grupos tinham feito uma aliança em fevereiro, que foi rompida após brigas dentro de presídios

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

30/04/2025 • 14:50 • Atualizado em 30/04/2025 • 14:50

Segundo os investigadores, o Primeiro Comando da Capital não tem a intenção de tomar territórios da facção rival no estado

Segundo os investigadores, o Primeiro Comando da Capital não tem a intenção de tomar territórios da facção rival no estado

Pixabay

O fim da trégua entre o PCC e o Comando Vermelho não deve afetar diretamente o Rio de Janeiro, segundo fontes da BandNews FM. Segundo os investigadores, o Primeiro Comando da Capital não tem a intenção de tomar territórios da facção rival no estado.

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Os dois grupos criminosos tinham feito uma aliança em fevereiro desse ano, que foi rompida após brigas regionais dentro de presídios.

Em um texto divulgado pelo PCC, os criminosos dizem que o objetivo da trégua era poupar vidas, mas que "questões que ferem a ética do crime nunca foram, nem serão aceitas em nenhuma aliança".

O Comando Vermelho disse que proíbe que os integrantes tirem a vida de pessoas por "motivos banais", citando mortes de pessoas que fizeram sinais com as mãos.

Para o especialista em Segurança Pública José Ricardo Bandeira, o fim da trégua já era esperado e pode aumentar tensões no sistema carcerário.

Nós já sabíamos que essa aliança não iria se alongar muito e durou menos de 90 dias. Primeiro, devido à organização dessas duas facções, que são organizações completamente diferentes. Isso não vai impactar diretamente a luta por domínio de território nas grandes cidades, porque o PCC e o Comando Vermelho não disputam diretamente territórios nas principais cidades do Brasil. Porém, essas facções vão voltar a se enfrentar dentro dos presídios por disputa de território interno. Outro fator também que vai voltar a ocorrer é a disputa entre essas duas facções por rotas de tráfico de drogas.

Apesar disso, o Ministério Público de São Paulo acredita que, em um primeiro momento, o rompimento vai enfraquecer a cooperação para o tráfico internacional de drogas e armas, além da lavagem de dinheiro.

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