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Frequência escolar no Brasil cresce em quatro das cinco faixas-etárias, segundo IBGE

apenas os jovens de 18 a 24 anos frequentam menos a escola hoje do que em 2000

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

26/02/2025 • 14:36 • Atualizado em 26/02/2025 • 14:36

Escolas

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Agência Brasil

A taxa de frequência escolar no Brasil cresce em quatro das cinco faixas-etárias pesquisadas pelo IBGE. Resultados do Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (26), mostram que apenas os jovens de 18 a 24 anos frequentam menos a escola hoje do que em 2000.

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Segundo os analistas, a diferença é explicada, porque, há 25 anos, 44% dos estudantes dessa faixa-etária estavam no Ensino Médio. Em 2022, a taxa foi de 35% e mais da metade estava no Ensino Superior. Isso mostra que os jovens passaram a se formar mais cedo na escola, no tempo esperado, como explica a analista do IBGE Juliana Queiroz.

Nos anos 2000, esse dado era inflado por jovens que frequentavam a escola, mas não estavam no Ensino Superior. Com o decorrer desses últimos 20 anos, esse caminho educacional foi se regularizando. Então, agora em 2022, os jovens têm se formado no Ensino Médio com até 18 anos, que é a idade adequada.

Com exceção dos estudantes de 18 a 24 anos, a região Norte e a população indígena têm a menor frequência escolar em todas as faixas-etárias. Além disso, a maior parte dos alunos do Norte e do Nordeste estão em níveis de ensino anteriores, enquanto o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste têm as maiores taxas de estudantes no Ensino Superior.

Ao longo dos anos, muitos jovens do Norte decidiram estudar em outros estudos, para tentar melhores oportunidades no mercado de trabalho. É o caso do roteirista Rodrigo Carvalho, que saiu de Rondônia para o Rio de Janeiro e se formou na UFRJ.

Eu saí em 2015 do meu estado, que é Rondônia, porque eu queria fazer Comunicação e realmente era mais aqui para o eixo Rio-São Paulo, onde as faculdades ofereciam melhores oportunidades, uma melhor formação. Então já são mais de 10 anos que eu trabalho aqui no Rio de Janeiro, que eu já me formei e sigo por aqui.

De 2000 a 2022, a taxa de pessoas sem instrução e fundamental incompleto no Brasil diminuiu, passando de 63,2% para 35,2%.

O Censo mostrou ainda que pessoas amarelas têm, em média, mais anos de estudo, chegando a mais de 13. Pessoas brancas chegam a 12 anos de estudo, e pardos e indígenas, a 11, enquanto pessoas pretas alcançam, no máximo, pouco mais de 10 anos de estudo.

A maior parte dos brasileiros se forma em Negócios, administração e direito. Depois, as áreas mais procuradas são Saúde e bem-estar e Educação.

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