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Funcionários da Real e Vila Isabel seguem sem receber rescisão após decisão

Justiça bloqueia contas do Consórcio Intersul, mas trabalhadores ainda aguardam pagamento

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

05/02/2026 • 17:51 • Atualizado em 05/02/2026 • 17:51

O magistrado ainda estipulou o prazo de 48 horas para garantir a verba rescisória, a partir do momento da intimação

O magistrado ainda estipulou o prazo de 48 horas para garantir a verba rescisória, a partir do momento da intimação

Reprodução

Dois dias após a decisão da Justiça Trabalhista, funcionários das viações Real e Vila Isabel ainda não receberam o valor referente a verba rescisória. A garagem das empresas foi interditada pela Prefeitura do Rio no último sábado (31).

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Na terça-feira (3), o juiz Leonardo Almeida Cavalcanti, do Tribunal Regional do Trabalho, determinou o bloqueio das contas da Real, da Vila Isabel e das demais empresas que compõem o Consórcio Intersul: Braso Lisboa, Expresso Recreio, Gire Transportes, Transurb, Viação Nossa Senhora das Graças e Viação Alpha. O magistrado ainda estipulou o prazo de 48 horas para garantir a verba rescisória, a partir do momento da intimação.

O motorista da Real, André Luis, espera que, caso a empresa não realize o pagamento, o Consórcio assuma a responsabilidade.

Nossa esperança hoje é que essa decisão judicial não seja derrubada, permaneça de pé, e que o consórcio arque com essas despesas. Se eles estão com ativos, se eles estão com os passageiros, que são linhas que dão muita lucratividade, que carregam muitos passageiros, que eles arquem com o passivo também. E nosso dia é: os boletos estão chegando, as dívidas estão chegando, e nós não temos dinheiro para pagar. Estamos na expectativa de que alguma coisa comece a acontecer, mas inicialmente nós não temos nada de concreto em nossas mãos. Se com as empresas abertas o nosso psicológico já estava abalado, agora sem emprego está muito mais.

A decisão do TRT também determina que os repasses feitos pela Secretaria Municipal de Transportes referentes ao subsídio e bilhetagem de passagens, devem permanecer à disposição do juízo para o pagamento dos funcionários.

Os repasses são feitos pela Prefeitura aos Consórcios, que distribuem os valores às empresas que os compõem.

Em nota, o Consórcio Intersul diz que tomou ciência da notificação do TRT, que está sob análise do departamento jurídico.

A reportagem aguarda um posicionamento da Secretaria Municipal de Transportes e do TRT, sobre os prazos para pagamento.

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